15 de maio de 2017

Monólogo noturno de uma depressiva

Não sei se você já sentiu como se fosse um grande e desnecessário erro, como se um grande vazio a preenchesse, mesmo que isso possa soar contraditório. Não sei se você já sentiu algo te corroendo aos poucos sem descanso, te desmanchando em pedaços dentro de um inteiro, do seu inteiro. Algo que se espalha dentro de si e te destrói, como um soro aplicado na veia que vai se distribuindo pouco a pouco e você consegue sentir aquele incômodo por todos os locais os quais ele percorre. Mas não há como fugir.

Não tem como fazer as malas e se despedir de si. Não há como mandar embora esse vazio horrível que te preenche aos poucos. É um enorme canto escuro que chega, se aloja no interior e não pede licença. Um enorme emaranhado negro que te preenche liberando todas aquelas benditas borboletas no estômago, algo que vem e acaba com o jardinzinho das coisas boas que cultivou aí dentro. Algo que vem para te matar aos poucos, sem consentimento. 

E isso dói, dói porque nenhuma lágrima expulsa esse vazio. Se você pudesse olhar para dentro de mim veria o estrago, notaria no meu sorriso amarelo o quanto estou sofrendo quieta e tentando ignorar a confusão que se alojou em mim. Essa é uma daquelas noites que a gente não aguenta mais, sabe? Um daqueles dias que a gente buscou não desabar por 24 horas, mas talvez uma palavra qualquer retire o último dos pilares de quem tentou se manter forte e tudo desabe. 

Hoje eu me perguntei se o dia lá fora tinha sido bonito, se o sol tinha surgido, pois aqui dentro anda tudo tão nublado que eu nem sei mais qual a sensação de um dia bom. E eu não vi o sol surgir, não só porque aqui dentro armou temporal. Não vi porque me infiltrei nas minhas cobertas, fiz morada na minha cama o dia inteiro e lá fiquei, isolada do mundo, pedindo ajuda em silêncio. Uma ajuda que nem eu sequer sei se realmente quero. 

Ninguém notou. As pessoas nunca notam, mas que culpa eles tem, não é? A gente aprende bem a disfarçar sorrisos, a fazer brincadeiras e fingir que sempre está tudo bem. Ninguém entende como é possível passar madrugadas acordada, sem fazer nada interessante, apenas divagar e mesmo assim ter forças para enfrentar um dia cheio de responsabilidades, mesmo assim não poder fugir da vida que se leva. Ninguém entende a falta de apetite ou outras vezes a compulsão por preencher um vazio, como se qualquer coisa pudesse resolver o problema.

Nada nunca resolve. A gente pode passar horas chorando, dias disfarçando, chega um momento que as frases sem final se obrigam a ser concluídas com alguma pontuação. Não sei se você já se sentiu assim, sem um rumo para seguir, meio que andando na contramão do mundo, meio que apenas seguindo o fluxo. Não sei se você já se sentiu numa grande e contraditória confusão que não tem fim, numa bola de neve descendo um precipício que a cada dia cresce mais.

Tenho andado triste, as coisas que antes me animavam, hoje já não cumprem seu papel. Eu não consigo ler, não consigo escrever, não sei mais levar a vida normal que tanto levei. Acho que me perdi na minha própria confusão, no meu próprio vazio, nessa crise existencial. Não sei se você já se sentiu assim, não sei se a depressão já bateu a sua porta e você passou a sentir como se toda a sua vida fosse um enorme erro. Mas se sim, conhece bem a sensação de conformidade que vem agora, ao fechar os olhos e finalmente descansar a cabeça num travesseiro encharcado de lágrimas, aguardando o novo dia com o que restou de esperança.  

*ficção*

8 de maio de 2017

Playlist: Vícios diários

      Faz um tempinho que não monto uma playlist um "tanto aleatória" por aqui e depois de passar dias atrás de renovar as músicas e escutar sem cansar a maioria, separei meus vícios de todos os dias para, talvez, viciar vocês também. 
      É claro que não poderia faltar Shawn Mendes, nem Charlie Puth ou Paramore na minha playlist... mas, diga-se de passagem, vamos confessar que as músicas novas lançadas pelos três estão demais. 
      Agora, vamos para além do comum, quanto a Lady Gaga, juro que não escutei mais ela desde a época de Judas, mas essa mulher é incrível e Harry Styles foi uma surpresa na playlist, porque também não havia escutado nada ainda, e descobri o quão incrível também é. 
      Já Brett Young, Shaane Harper e American Authors são meus novos amorzinhos, não paro de procurar por músicas deles e escutar sem parar... conheçam, pois vale muito a pena. E finalizo com as virais do Khalid e Martin Garrix com a Bebe Rexha para animar essa semana inteira. Espero que curtam.


Boa semana.

3 de maio de 2017

Não, ela não vai voltar

Vamos ir direto ao ponto, sem enrolações e frases  de efeito: ela não vai voltar. Nem hoje, nem amanhã e nem nunca mais. Algumas coisas acontecem no momento em que devem acontecer, já ouviu falar sobre aproveitar o momento? Sobre aproveitar enquanto se tem para que depois não seja preciso implorar pela volta do que se teve? Então, amigo, pode perder as esperanças. Ela não voltará, aceite isso. 

Talvez seja difícil para o seu próprio orgulho ferido admitir que perdeu uma grande pessoa, que hoje já não caminha de mãos entrelaçadas com aquele alguém que te segurava nos precipícios do mundo em que você caía sempre. Ela estava lá, todos os dias, para te animar, te reerguer, para deixar a própria vida de lado em busca da sua felicidade. Porém, você não soube dar valor e abriu os olhos tarde demais, mesmo após mil e uma chances. 

Você se aproveitou do bom coração de quem só queria estar bem ao seu lado, de quem adotou uma ingenuidade cega e acreditou num sentimento que nem sequer existiu de verdade. De quem disse que por mais errado que tudo fosse, continuaria tentando fazer dar certo porque acreditava nessa tal de felicidade. O que ela não sabia é que amava por um só e, principalmente, que esse amor unilateral deveria ser todo e intensamente próprio. 

Ela deixou de se amar para amar somente a ti e, pode ter certeza, foi a coisa mais errada que ela fez. Mas as pessoas tendem a aprender com seus erros e quando ela abriu os olhos para o que fazia a si própria, você é que enxergou. Você é que percebeu que ela escorria pelos seus dedos muito mais rápido do que quando se tenta agarrar a água do mar. 

Ela virou onda nervosa, te arrastou para a beira e foi embora. E você ficou lá, pasmo, sem entender bem o que acontecia e a deixou ir. Não teve escolha, por que é que deveria ter depois de tudo isso? Deixou ela se afastar engolindo, mais uma vez, um orgulho idiota. Sabia que amor e orgulho não conseguem estar num mesmo contexto e terminar de um jeito bom? Então aprenda. Ela tentou mil vezes, ela deu chances até a paciência se esgotar e o sentimento desgastar. Até o amor ir embora, até ela começar a se amar. 

E então, ela se amou. Com todas as forças que tinha sorriu para o próprio espelho e assumiu para quem deveria dedicar todo o amor que transbordava dentro de si. Ela foi embora, sem arrependimentos, sem nem olhar para trás e foi aí que você sentiu o gosto salgado de uma lágrima. Entenda amigo, agora é tarde, você a perdeu quando não sabia nem que a tinha. Agora bola para frente, pois ela tem amor próprio o suficiente para nunca mais querer voltar. 

27 de abril de 2017

Playlist: Todo o encanto de Aurora Aksnes

     Com certeza você já viu esse rostinho vagando pelo seu facebook, o nome dela é Aurora Aksnes que adotou como nome artístico só o AURORA mesmo. Ela é um cantora/compositora Norueguesa que se interessou pela música ao se deparar com um piano e toda sua esperança em criar a partir dele.
     Sua música de estreia foi "Running With The Wolves", lançado pela gravadora Decca Records em maio de 2015, e recebeu grande aprovação de blogueiros de música e da imprensa. Ela ganhou maior reconhecimento a partir de uma publicação de Katy Perry ao dizer que havia gostado da música "Runaway" (que por sinal é uma ótima música, realmente).
     Toda a doçura dessa garota encanta demais, o modo como ela interpreta o que canta trás vida a sua música. É impossível não sentir algo bom ao ouvir a AURORA.


Linda demais, o que vocês acham?

24 de abril de 2017

Amor, ainda bem que você existe

Ufa, ainda bem que você existe. Já imaginou o trabalho que eu teria se tivesse que te inventar? É que assim, você é meio que a síntese de perfeição do meu mundinho, mesmo que seu padrão seja completamente imperfeito. Confuso, eu sei. Porém, nunca disse que eu não seria esse poço doido de confusão. Amor, agradeço mesmo por não ter que arcar com o trabalho duro de te inventar, já pensou? Logo eu, desastrada como sou, jamais iria conseguir criar alguém assim. Devo parabenizar aos criadores que, querendo ou não, te fizeram meu encaixe perfeito. 

E eu confesso que não tiraria nada de ti, não melhoraria um pontinho sequer, sabe por quê? Porque até dos teus defeitos eu consigo gostar, acho que sem eles não teríamos tantas crises para superar. Sem tua mania de sentir ciúmes adolescente e surtar por cinco minutos, eu não teria com quem me reconciliar depois de uma briguinha momentânea. E sabe? Gosto tanto do teu ciuminho besta de vez em quando, mostra tanto que você se importa em ser único para mim. E pode ter certeza, você é. 

Não sei se eu conseguiria montar esse arsenal de detalhes lindos que você tem, essa essência juvenil de quem aposta todas as fixas em algo tão incerto como o amor. Algo que outrora já machucou e hoje dá medo, mas a sensação é tão boa que você não perde a esperança. Eu gosto disso, gosto de como do nada, a gente virou tudo. Tão sem querer, tão sem intenção. 

Jamais chegaria no ponto da receita da mistura desse teu sorriso doce com teu modo de dar risada que contagia, muito menos do teu jeito manso de falar combinado com um sotaque ainda mais gostoso de ouvir. É amor, eu seria péssima na arte de te inventar.  

Seria péssima em conseguir compor esse teu jeito altamente preocupado com tudo, essa mania de querer colocar as coisas em ordem para só depois poder relaxar a cabeça no travesseiro. Esse teu jeito de menino ao lidar com as coisas mais simples que me encanta tanto.

A verdade é que eu não saberia inventar alguém tão imperfeito, com mil qualidades para mil e um defeitos, mas que mesmo assim me fizesse querer ficar. Me fizesse querer permanecer no teu abraço reconfortante, querer o mundo inteiro num potinho para poder dividir ele contigo. Para ser ainda mais sincera, acho que não saberia nem por onde começar a criar alguém que consiga me completar tão bem sem tanto esforço quanto você me completa.

Desculpa amor, mas agradeço por você já existir inteiro e completamente imperfeito para mim. Se não fosse assim, eu jamais sairia do chão num projeto de você, até porque desconheço a fórmula secreta da minha própria felicidade que veio instalada em algum detalhe do seu sorriso. Ainda bem que você existe, pois se não existisse eu, realmente, teria que dar um jeito de te inventar.

17 de abril de 2017

Queria saber lidar com o meu eu

Tem dias que o mundo vira do avesso, mas você continua lá, no lado certo. Intacta. Como se estivesse atada a raízes que de tão fortes te impedem de lidar com os próprios problemas. É aí que você se vê num universo sem saída e as coisas começam a desabar sobre a sua cabeça sem dó, se espalham pelo chão, se estilhaçam aos seus pés e você assiste tudo como um espectador calado que só consegue observar. O pior é que tudo parece ser visto de dentro de uma redoma de vidro, de um espaço, onde só há você e o vazio, demarcado por algo que não te deixa ir além. Algo que ao mesmo tempo que te protege, te limita.

Isso tudo só acontece porque você tá fora do eixo, não seguiu a linha dos sentimentos, não virou suficiente o volante naquela curva perigosa e perdeu o rumo da situação. Talvez seja, simplesmente, porque esqueceu de prestar atenção na sinalização da estrada e não notou aquela placa que avisava o perigo iminente. E agora você não sabe mais o que fazer, não sabe como voltar para o ponto de equilíbrio, não consegue mais encontrar o caminho de volta porque anda tudo revirado. Tudo resumido a uma confusão sem pé nem cabeça, uma bagunça que não se sabe por onde começar para reorganizar.

Queria saber lidar melhor com toda essa desordem que eu mesma crio, queria não confundir ainda mais as coisas aqui dentro. Ir além dessa redoma que engaiola as minhas atitudes, passar pela fronteira que limita as minhas vontades pelo medo dos monstros que eu mesma crio. Queria saber lidar com o meu eu, com toda essa euforia engaiolada por sentimentos adversos. Queria entender essa catástrofe interna do meu ser, que de tão trágico, chega a ser cômico.

Queria saber lidar com essa maldita ansiedade que me engole os sentidos, que volta e meia cria uma bola gigante na garganta e agita o coração em pulsações descontroladas, me fazendo agir com impulso e, na sequência, gera ódio pelos meus próprios atos. Gera arrependimentos que me amarguram e me isolam, enquanto tento cortar aquelas raízes que continuam a me prender, quando tento consertar todos os meus erros.

Queria saber lidar com o meu mundo conturbado sem ter que incluir quem de nada tem a ver com os meus problemas, e saber lidar com esse show de mágica monstruoso onde minha alma é que está na caixa que vai ser cortada ao meio. É como se eu sentisse o sangue escorrer e soubesse que, mesmo em pedaços, ainda conseguiria reestruturar o que já foi colocado abaixo.

Eu tenho esperanças, sempre tive, não dá pra desistir sem lutar. Afinal, a gente nunca perde essa essência bonita de tentar mais uma vez, de dar uma segunda chance para nós mesmos. Talvez um dia eu ainda aprenda a lidar com o meu eu, até lá vou na tentativa e erro. Talvez um dia eu consiga abandonar essa redoma de vidro e me desprenda dessas raízes que me obrigam a assistir um espetáculo onde eu é que sou a protagonista e meus próprios monstros tentam me dominar. 

10 de abril de 2017

Meu amado pretinho básico

      Poucos sabem mas, antes de começar a escrever um artigo, eu faço pesquisas. Que bom, Paola, você não é a única. Na verdade, eu não me mantenho só nas pesquisas em blogs e artigos de opinião. Para o artigo de hoje não foi diferente quando me vi digitando “pretinho básico” no Google Acadêmico. 
      Meu amado pretinho básico. Por trás desse amor pelo black (que pode ser confundido com o estilo gótico, já me acostumei) existe uma grande história feminista. 
      Coco Chanel, na década de 20, revolucionou o mundo da moda dando forma e personalidade ao seu público: mulheres. Com a introdução da calça com medidas femininas e a diminuição do comprimento das saias, houve um choque, uma novidade. Mas ela queria um pouco mais. 
      Foi quando deu início a uma tendência que não muito mais tarde se tornaria moda clássica: Uma nova personalidade ao preto. Antes somente usado em eventos fúnebres, a estilista aborda o total black com elegância e sutileza, tirando-o do armário para trazê-lo às ruas. Ele passou a simbolizar igualdade, tanto de gêneros, quanto de classes. 
      A utilização do preto, no entanto, continua a ser um tanto quanto receosa. A simples mudança nos acessórios ou na montagem do outfit pode interferir na sua interpretação, mais rápido do que com qualquer outra cor. 
      Sem medo de errar, separei 6 combinações de total black para você se inspirar nessa estação. Pode ser mais fácil do que parece, acreditem!

Calça de Couro + Casaco de Pele
Calça Jeans + Jaqueta de Couro + Bota de Cano Curto
T-shirt + Over The Knee
Vestido + Tênis
Saia Plissada + Moletom
Calça + Cropped + Óculos Escuros
Gostaram? Não descartem uma peça básica preta na próxima ida ao shopping! ;)

6 de abril de 2017

Os últimos filmes que vi e recomendo (2017)

Já é abril e eu nem comentei nada sobre os filmes que estou assistindo, e vou falar a verdade: é muito filme para uma pessoa só. Antes que eu aumente essa lista demais vou deixar minhas últimas recomendações. Já aviso que há uma mescla gigante de gêneros que vai de ação à romance, então sintam-se livres para aceitarem nos seus coraçõezinhos os que lhe chamarem atenção. E se tiverem dicas legais de filmes para eu ver, estou aceitando para aumentar minha lista interminável de filminhos não vistos.

1. A Grande Muralha
O filme é uma aventura histórica baseada numa lenda chinesa e se passa no século XV, quando dois mercenários estão em busca de "pó negro" (pólvora) e só após escaparem de uma criatura misteriosa, eles dão de cara com a Grande Muralha e acabam sendo presos por guerreiros chineses. É aí que a história começa a se desenrolar e contar o verdadeiro segredo dessa construção. Diz a lenda que a cada 60 anos uma horda de monstro tenta ultrapassar a barreira para se alimentar dos humanos e os chineses se preparam para receber o novo ataque a qualquer momento, justamente quando os dois mercenários aparecem a coisa toda acontece. O filme está com um elenco ótimo e um certo "empoderamento" feminino (o que me fez apaixonar desde o início já), começando pelo fato de a comandante ser uma mulher, Lin Mei, forte e guerreira. É um roteiro baseado em lendas chinesas com uma história bem simples, um elenco de tirar o chapéu e uma produção muito boa.  (Veja o trailer)

2. Assassin's Creed
O jogo que deu origem ao filme já é bem conhecido e foi por causa dele mesmo que fui para as poltronas do cinema ver esse filminho de ação baseado na história do game. A história começa quando Callum descobre que é descendente da Ordem dos Assassinos e via memórias genéticas revive as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. A partir daí ele adquire novos conhecimentos e habilidades e se sente pronto para encaras os Templários. É realmente uma versão do cinema desse game tão amado e deixa eu comentar, a fotografia do filme está demais! Fiquei de boca aberta em muitas partes, é um filme não só para conhecedores da história ou quem joga Assassin's Creed, mas para quem tem sede de um bom filme. (Veja o trailer)

3. O Chamado 3
Único filme de terror que eu vi nos últimos dias e digo de antemão, não supera os filmes anteriores de O Chamado. A história é a mesma que todos conhecem, um vídeo que quando é visto uma menina liga dizendo que você tem 7 dias e no fim dessa semana você morre nas mãos da Samara. Dessa vez há um grupo de pesquisa que trabalha em cima desse vídeo e vai passando o fardo da morte para outros, porém é quando o namorado de Julia se envolve com essa lenda urbana que ela descobre que há muito mais para ver dentro daquele vídeo e resolve ir atrás da verdadeira história da garotinha do poço. É um filme bom, com uma produção bem boa e dá um certo medinho em muitas partes. É bem clichê e embora clichê, eu recomendo. (Veja o trailer)

4. Logan
Com licença, mas vou afirmar aqui também: Logan é o filme do ano para mim. Para quem não sabe o filme conta a história do Wolverine no futuro, em 2029, esgotado e debilitado, que ganha a vida como chofer. É quando Gabriela (quem cuida de Laura) busca a ajuda do ex-X-Men para proteger a menina (X-23 = Laura) e ele se recusa a cuidar da criança, porém quando vê que ela e mais um grupo de estão sendo perseguidos pelo mercenário Donald, ele faz de tudo para protegê-la e mantê-la em segurança. A história é tão bonita, mas tão bonita com um desfecho ainda mais lindo que eu quase chorei no final. A atriz Dafne Keen está incrível, Hugh Jackman também, enfim, o elenco está incrível. A história está incrível e até a trilha sonora é demais! NÃO PERCAM DE ASSISTIR ESSE FILME. Apenas digo isso.  (Veja o trailer)

5. Quatro Vidas de Um Cachorro
Depois de toda aquela polêmica de maus tratos aos animais, ainda assim eu quis assistir esse filme... porque eu sou fissurada em filmes com cachorros, simplesmente não dá pra não amar. Li o livro e já me apaixonei ali mesmo. O filme é bem fiel a obra literária que é escrito em primeira pessoa na voz do cão. Ele é quem conta as suas vidas, seus aprendizados e tudo na visão de um animal mesmo (o que deixa o filme e o livro engraçados), mas principalmente, expressa sua busca em um sentido de para estar vivo, tem uma temática muito boa para pensar. Quatro Vidas de Um Cachorro é um drama sobre amizade, sobre fazer a diferença na vida de alguém e ao mesmo tempo um romance bonitinho. Apesar dos pesares, não tem como não amar. Recomendo o livro, também. (Veja o trailer)

6. Sing Street: Música e Sonho
Sing Street foi recomendação de alguém muito especial para mim e é basicamente um filme sobre musica, não sei se dá para considerar que seja um "musical", mas... O filme conta a história de Conor, um jovem que é obrigado a mudar de colégio por conta de problemas financeiros de seus pais e começa a ter problemas com o valentão do local. Desiludido, ele conhece Ralphina e tem um sopro de esperança, porém ao tentar conquistá-la a convida para ser parte de um clipe em que a banda dele (inexistente até o momento) iria gravar. É aí que o sonho começa e Conor reúne um pessoal para montar uma banda. O romance gira em torno de Conor e Raphina, porém o interessante é a evolução do personagem desde o início, junto com a evolução da banda ao decorrer do conhecimento que eles adquirem em relação à música. Está demais essa perspectiva que o filme abordou. Um filminho perdido no Netflix que vale muito a pena, não só pela história, mas duvido não se viciar na trilha sonora ("Up" é a minha música preferida). (Veja o trailer)

7. 50 Tons Mais Escuros
Confesso que só assisti o segundo filme, porque vi o primeiro de curiosidade. E digo mais, 50 Tons de Cinza não me agradou, mas 50 Tons Mais Escuros sim. O filme trás a continuação da história, quando Anastasia, incomodada com as atitudes de Christian resolve deixá-lo de lado e focar em sua carreira. Porém, ele não desiste tão fácil e vai atrás dela com novos propósitos e sem segredos. Eles iniciam um relacionamento e ela passa a descobrir a verdadeira história de Christian Grey. Ao contrário do primeiro filme, que era bem mais explícito, esse é muito mais um romance/drama e é por isso que gostei dele. Na minha opinião essa história não é grande coisa, mas é um filme com um bom elenco e uma boa produção, sem contar que está sendo muito bem contada a história do casal, ponto positivo. (Veja o trailer)

8. In Your Eyes
Mais um filminho que encontrei perdido no Netflix e comecei a assistir mais pela atriz (maravilhosa Zoe Kazan) do que pelo contexto, porém o romance é extremamente lindinho. A história gira em torno de duas pessoas desconhecidas que tem uma ligação em comum, eles podem conversar e presenciar a vida um do outro através dessa ligação. No início é assustador, tanto para a esposa de um famoso médico, Rebecca, quanto para o ex-condenado, Dylan. O que se espera disso é justamente o que acontece: um romance. Ambos vivem em pontos diferentes, mas uma situação faz com que o sentimento se prove e eles se encontrem. É um filme muito bonito, com um bom elenco e uma história envolvente, vale bastante a pena assistir. (Veja o trailer)

9. O Maravilhoso Agora
Outro filme que encontrei perdido no Netflix que chamou minha atenção, principalmente, pelo elenco. A história gira em torno de Sutter, um garoto desleixado que não se importa com os estudos e ama beber, quando ele leva um fora da sua namorada e acorda de ressaca em um quintal ao lado de Aimee é que algumas coisas no seu interior começam a mudar. Ela é tão diferente dele, mas mesmo assim os dois acabam se dando muito bem e mostrando que jeitos diferentes de levar a vida podem sim se unir e dar certo. Um consegue ensinar ao outro muita coisa e ultrapassam problemas juntos num romance meio superficial, mas ao mesmo tempo bonito. É um filme bem simples com uma mensagem linda e com a Shailene Woodley no elenco. Precisa querer mais? (Veja o trailer)

10. A Bela e a Fera
Não tenho palavras para descrever essa obra cinematográfica incrível da Disney, nesse live-action espetacular de A Bela e a Fera, com esse elenco maravilhoso, com a trilha sonora ainda mais perfeita, com a fotografia, cenografia, design gráfico, figurino e tudo maravilhosamente lindos. MEU DEUS, esse filme merece um Oscar. A história é a que todo mundo conhece, uma garota apaixonada por livros e pelo mundo vai em busca de salvar seu pai de uma fera terrível e troca sua liberdade pela de seu pai, mas acaba se apaixonando pela beleza oculta do monstro. Emma Watson caiu tão bem nesse papel que já nem sei se amo ela mais como Hermione ou como Bella... o elenco inteiro é maravilhoso, tudo nessa produção foi trabalhado com muito carinho. Como eu disse, sem palavras. Só amor por esse filme. (Veja o trailer)

11. Fragmentado
Fragmentado é um suspense psicológico que me surpreendeu com a complexidade oculta do roteiro. É um filme bem confuso que precisa de muita atenção, porém é dotado de um roteiro incrível. O filme conta a história de Kevin que possui 23 personalidades diferentes em si e consegue alterná-las com a força do pensamento. Chega um dia que ele sequestra três adolescentes que passam a conhecer as diversas facetas de Kevin e precisam achar um jeito de escapar dessa maluquice toda. A história trás a tona o valor do sofrimento na vida de alguém e em como uma pessoa pode se tornar aquilo que quer, simplesmente pela força do pensamento. Pontos muito avaliados na psicologia, é um filme e tanto para se aprofundar na teoria e tirar o devido proveito muito além da ficção envolvida.  (Veja o trailer)

31 de março de 2017

Tá faltando é empatia no mundo

Hoje me questionei sobre o que é humanidade realmente, no sentido mais profundo da palavra. Procurei e só encontrei falsas promessas no dicionário porque, veja bem, no mundo real a definição é outra. Somos um conjunto de seres com características específicas para a ciência, mas numa explicação mais conotativa somos o resumo de um conjunto de empatas.

É aí que me pergunto: onde estão os seres humanos então? Digo, humanos de fato. Praticantes da empatia, do amor ao próximo, aqueles seres quase em extinção que enxergam além do próprio horizonte visto através de um vidro fosco? Sou apenas eu que os busco e raramente os encontro? 

Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro de forma figurativa e, apesar disso parecer tão fútil visto por cima, é por causa da falta dessa habilidade emocional que o mundo anda tão fora de eixo. É por causa da cegueira dessa "humanidade"que o individualismo é bandeira hasteada. O dia em que os seres humanos entenderem que o egoísmo adoece os sentidos, serão menos cegos, surdos e mudos para o próprio mundo e, finalmente, farão jus à palavra que os define no dicionário. 

Tá faltando é empatia no mundo, não é o amor que faz falta. Amar é ligação afetiva e, pense comigo, mesmo esse sentimento necessita extremamente dessa habilidade de compreensão para fluir. Tá faltando é gente que assume seu papel de ser, realmente, humano. Empatia não é só sobre enxergar como seria estar na pele de alguém, vai além de um "eu sei como você se sente". Tá faltando é gente que assume o papel do outro cognitiva, emocional e compassivamente, sem frescuras.

É sobre abraçar a alma alheia num abraço sincero, sobre sentir com o outro, não como o outro. É sobre ter maturidade o suficiente para entender que ser empata é uma das funções mais importantes da nossa inteligência. É abrir mão desse jogo insano de sofrimento individualista, onde se força o mundo a dar o que não está disposto nem a oferecer, simplesmente por egoísmo próprio.

Tá faltando empatia no mundo, tá faltando gente que quebre o limite fosco do horizonte e enxergue mais do que o campo de visão mostra. Ta faltando é muito mais gente que julga menos e compreende mais, mais gente que sente com o coração a vida do outro e não ignora a dor, mas ajuda a moldá-la. O mundo carece de seres humanos verdadeiramente inclusos nessa humanidade não biológica. 

24 de março de 2017

8 dicas que vão te ajudar a começar, de uma vez por todas

        Como sendo esse meu primeiro artigo no blog, me senti na obrigação de escrever relacionando algo já existente aqui. Então fui atrás de informação. Com toda a onda “ano novo, vida nova” que o início do ano traz, eu estava muito propensa a discutir organização. Foi quando me deparei com este artigo da Gabi, que decidi: é por aqui que eu começo. Para dar essa primeira impressão que sou organizada, também. 
        Introduções à parte, e assim sejam as superstições, criar regras de organização a cada início deveria deixar de ser tabu ou ritual (que invoca a deusa do sucesso) para se tornar rotina. 
        Começar novas experiências exige uma nova rotina, mesmo que essa seja não seguir nenhuma. É uma maneira de preparar seu corpo, mente e pessoas ao seu redor para os goals que pretende realizar, em determinado período. Assim sendo, achei que a melhor maneira de me introduzir seria colocar um pouco da minha rotina e da maneira como me organizo. E para isso, preparei 8 dicas (ao meu ver, as mais simples e essenciais) sobre como organizar seu dia, seu mês, seu ano, sua vida (sem exageros!). 

1- Estabelecer metas 
Antes de qualquer ação precipitada de mudança é preciso entender seu objetivo. O que você quer fazer ou se tornar? Quando projetamos nossas metas, temos mais facilidade de dedicar nossas energias e nosso tempo para suas realizações. Recomendo criar uma de cada vez, para que não se torne algo cansativo e incontrolável. 

2- Dividir 
Não dá para colocar o objetivo como seu único caminho, por assim dizer. Dividir em etapas, o que parece bastante óbvio, é a parte mais difícil na realização de uma meta. Para isso você precisa entender o que pode fazer por primeiro, algo que não dependa de muita especialização, que seja fácil e rápido. Se você separar dessa forma, o trabalho vai render e o resultado será maior, pode apostar! 

3- Regrar suas ações 
Cada etapa precisa de uma regra, é fato. Além de agilizar o trabalho, fará você se sentir mais satisfeito com o resultado. Claro que essa parte é bastante personalizada, pois não possui a maneira correta de fazer. Estabeleça um determinado horário, ou estação, ou lugar, você que escolhe, desde que seja feito. No fim, recompense a si mesmo. Você merece reconhecimento próprio por seu trabalho, sem falar que é uma forma de te motivar para o próximo task. 

4- Manter sua mesa de trabalho nos padrões aceitáveis 
Minha mesa de trabalho é uma bagunça, eu confesso; mas está dentro dos padrões aceitáveis de um artesão. O importante é que sua mesa ou local de trabalho te deixem trabalhar. Caso contrário, cartão vermelho. O canto de trabalho de um profissional é o reflexo de sua competência; cuidado com isso! 

5- Verifique sua bolsa 
Nossas bolsas são a extensão de nossas mãos. Tudo, ou quase tudo, já passou por aí e deixou vestígios, como uma caixinha de chicletes ou algumas moedas. Verificar a bolsa toma pouco tempo de nossas vidas e mesmo assim é gratificante. Eu arrumo a minha bolsa da faculdade toda a sexta a noite, para tirar as coisas da semana e já prepará-la para a próxima rodada. Mantenha um dia e dê atenção a sua parceira de ombro. 

6- Arrume seu e-mail 
Esqueci de dizer: sou viciada no meu e-mail. Por lá recebo todas as informações de blogs que eu sigo e amo, sem falar das inspirações para novos posts. Resumindo, uso meu e-mail mais do que meu Instagram. Se você não usa, tudo bem, mas entenda que arrumar ele (nem que seja uma vez por ano) é como arrumar um guarda-roupa. Daqui a pouco você encontra aquele texto antigo, ou aquele site que você esqueceu que existia e gostava tanto de ler. O seu e-mail é sua plataforma social e formal, não tem o porquê de ignorá-lo. 

7- Administrar o tempo 
Não significa que você precisa saber o horário exato que seu ônibus passa, até por que isso ainda não pode ser calculado. O que eu quero dizer com administrar seu tempo é checar suas atividades obrigatórias do dia, como lavar a louça, e calcular o tempo que elas te tomam. Assim você terá um panorama geral de quanto te ocupa as práticas obrigatórias e quanto tempo sobra para realizar seus assuntos pessoais. 

8- Escrever 
O mais importante para o final, sempre. Não adianta deixar suas responsabilidades anotadas na memória ou em uma notinha qualquer, que possa parar no seletivo. Escreva em lugares que você possa ver e lembrar, como na porta da geladeira, ou no teclado do computador. Para mim, a melhor opção é manter uma agenda, seja ela diária, semanal, mensal, ou um Bullet Journal. Anotar para não esquecer e, mais importante, para lembrar toda a hora. 

E vocês? O que fazem para se organizar?


20 de março de 2017

Moço, pode vir que eu te deixo bagunçar minha vida

Nem percebi a hora que você chegou, não fiz questão de perder meu tempo avaliando o relógio, eu simplesmente te quis pertinho sem que o resto pudesse fazer alguma diferença. Te quis aqui para trocar abraços apertados em noite frias como essa mais de uma vez, te quis e quero aqui para poder olhar esse teu sorriso lindo sem me cansar jamais. Te quero aqui para dormir mais uma noite ouvindo tua risada tão gostosa de escutar e dessa vez muito mais próxima ao meu ouvido. 

Não faço ideia do momento em que você surgiu no meu coração e nem como isso tudo foi acontecer. Tá uma bagunça danada aqui dentro, anda tudo revirado e eu nem sei direito bem o que sentir. Você me bagunçou moço, me tirou do ponto de equilíbrio, desconcertou minhas ideias, me fez tirar os pés do chão e voar sem querer voltar. Moço, você não faz ideia da bagunça que deixou aqui dentro, mas quer saber, não ando nem um pouco afim de arrumar tudo sozinha.

Então, vem. Eu te deixo se aconchegar num cantinho do meu coração enquanto preparo ele todo para você. Pode vir, moço. Eu te deixo bagunçar a minha vida, te deixo revirar as minhas ideias se criarmos um mundo novo onde eu possa te ver sorrir. Não me importo com a bagunça, nem reparo nessas coisas, prefiro te ter aqui aconchegado no meu coração bagunçado ao invés de ter que disputar com a distância.

Vem logo, te quero aqui por hoje, amanhã e sempre. Mora no meu abraço, vem esquentar o ladinho gelado do colchão que espera teu corpo para repousar ao lado do meu. Vem roubar minhas cobertas, escorregar tua mão gelada pelo meu corpo e causar arrepios com risadinhas. Vem e me aquece no teus braços nas noites frias, morde devagarinho minha boca, beija minha bochecha e deixa eu brincar com o teu nariz num beijinho de esquimó. 

Moço, pode vir que eu te deixo roubar minhas horas de sono na madrugada, te deixo fazer a noite ser mais bonita só por te sentir mais próximo. Vem comigo olhar a lua, deitar na rua e contar as estrelas, mergulhar nas constelações e te beijar sem ver o dia amanhecer. Pode vir, eu não me incomodo em passar domingos preguiçosos com pipoca e bons filmes desde que me deixe ser teu player 2 eternamente. 

Tá esperando o que, moço? Por que ainda não chegou? Eu te espero com um café bem quente e a gente pode até pedir uma pizza ou fazer bagunça na cozinha. Vem logo para eu te lambuzar com chocolate, te encher de cócegas e te trazer para o meu mundo de uma vez por todas. Não aguento mais essa distância de você, pode vir logo que eu vou ficar louca se não fizer da minha a nossa bagunça. 
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