5 de julho de 2017

Tu é trevo de quatro folhas


Tu é o tipo de pessoa rara de encontrar, o mesmo tipo que a gente não esbarra em qualquer esquina por aí, mas que, por sorte, eu tive a chance de esbarrar. Tu é a procura incessante e totalmente falha num jardim enorme de milhões de trevos iguais que só se torna visível para quem repara no que não é tão óbvio, no que não fica tão à mostra. 

Talvez tu não esteja no meio das maiores possibilidades, mas exatamente no que passa despercebido. Talvez invés do jardim, tu esteja ali, no meio de um paralelepípedo qualquer, solitário e perdido, sem chamar atenção, buscando alguém que ache graça em te encontrar tão sem querer. 

E eu tive sorte em te encontrar, tive a sorte vasta de olhar para o que o mundo não percebe e percebi o teu sorriso doce esperando pelo meu olhar confuso. Percebi como o teu jeito único que te faz tão diferente era exatamente o amuleto da sorte que eu precisava ter. Tu é o encontro do diferente em mim que há em ti, como se mesmo disforme e não encaixável ainda fosse a peça que completa o meu quebra-cabeça. 

Tu é céu noturno lotado de inúmeros corpos celestes brilhantes que o mundo ignora infiltrado em rotina, mas eu paro para observar. Tu é universo em cada linha de expressão, é ponto a ponto um mapa de novas constelações por ser descoberto. Tu é o detalhe do detalhe que o artista não viu, o pingo na folha branca que significa mais que um simples ponto de tinta numa imensidão oculta. Teu detalhe é, exatamente, como a quarta folha da sorte num trevo camuflado dentro de uma multidão tão igual. 

Tu é o oposto do comum que agrada o mundo, mas exatamente o incomum que agrada a mim. É como manhã fria de inverno e café bem quente, é exatamente aquilo que eu precisava. Tu é trevo de quatro folhas na rotina das minhas obrigações diárias, é esperança no fim do dia. É força para fazer mais e continuar, tu é porta aberta para fora da minha zona de conforto, é telescópio que mostra aquilo que eu não consigo enxergar.

É manhã de domingo à toa, conversa rara e boa. É jeito definido de viver sem definição, é aconchego e colo depois da exaustão. Tu é essência gostosa em manhã de primavera, é brisa do mar, toque de chuva serena e bela. Tu é jeito sem jeito de trazer sorrisos sinceros, é mania boba de expressão. Tu é jeito doce de viver, é sorte viva que cultivei no meu jardim. Tu é pedaço de sonho que faz o meu querer acordar e eu só quero o leve da vida pra te levar.

29 de junho de 2017

Leio ou não?: Alucinadamente Feliz - Jenny Lawson

Autor: Jenny Lawson
Editora: Intrínseca
Gênero: Auto-biografia.
Páginas: 352 páginas.
Nota: ✰✰✰✰✰

Já faz um tempo que li Alucinadamente Feliz e consequentemente continuo numa grande ressaca literária com essa obra. A verdade é que não tenho adjetivos para definir, nenhum que realmente possa fazer jus à ele, só sei que se tornou um dos meus queridinhos. O livro conta a história de Jenny Lawson, a própria autora, numa autobiografia um tanto cômica sobre assuntos trágicos. Ela encontrou uma maneira de expor distúrbios mentais muito comuns sem que seja aquele jeito sério que costumamos tratar uma doença e mostra a cada capítulo como é conviver com elas e mesmo assim continuar tentando e sendo feliz. Ou melhor, alucinadamente feliz. 
''Há alguma coisa na depressão que permite (ou às vezes) explorar emoções numa profundidade que a maioria das pessoas 'normais' não faz ideia de que existe.''
Jenny é diagnosticada com depressão clínica moderada, transtorno de ansiedade grave, transtorno de personalidade esquiva, distúrbio de automutilação proveniente de transtorno de controle de impulsos, um ocasional transtorno de personalização, TOC moderado e tricotilomania (impulso de arrancar os cabelos) e para sair disso tudo ela resolve que não quer se afundar, mas sim, decide ser alucinadamente feliz, assumindo sua "insanidade" e usando dela para sair do fundo do poço. Uma atitude inteligente que viralizou e vem dando certo com ela e seus leitores. O modo como a autora trata de cada situação proveniente de algum de seus "problemas" é justamente negar a existência de um problema e enxergar o ato como uma ação decorrente de algo, levar menos a sério, encontrar uma maneira diferente de resolver e aproveitar o momento, mesmo que possa soar complicado na maioria das vezes.
"Às vezes ser louco é perfeito."
Pensando bem pode ou deve ser considerado um livro de autoajuda autobiográfico, porém numa forma mais expansiva de pensar, é apenas um livro sobre situações terríveis sendo interpretado com um certo grau de humor. É um livro de superação e de luta de alguém que inspira a ter a mesma atitude diante de algum problema, para ser mais exata. Jenny se tornou uma amiga ao decorrer de cada página e alguém que eu gostaria de ter o prazer de conhecer um dia, simplesmente pela forma cativante que se apresentou em cada nova frase. A diagramação e arte do livro estão impecáveis, a Intrínseca fez um ótimo trabalho. É um livro para ser lido e absorvido com a mente aberta e disposta a encarar novos modos de ver as coisas sérias da vida.

 Sinopse (via Skoob)
Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria.

Trecho do Livro:
     "[...] Não, não. Eu insisto que você pare agora mesmo.
     Ainda está aqui? Excelente. Agora não vai poder me culpar por nada que encontrar neste livro, porque eu avisei que deveria parar e você continuou mesmo assim. Você é como a mulher do Barba Azul quando encontrou todas aquelas cabeças no armário. (Alerta de spoiler.) Mas, particularmente, acho que isso é bom. Ignorar as cabeças humanas decepadas no armário não contribui para um relacionamento, só gera um armário com sérios problemas de higiene e possivelmente uma acusação de cúmplice. Você precisa enfrentar essas cabeças decapitadas, pois não pode crescer sem reconhecer que todos somos feitos da esquisitice que tentamos esconder do resto do mundo. Todo mundo tem cabeças humanas no closet. Às vezes as cabeças são segredos ou confissões não ditas, ou ainda medos silenciosos. Este livro é uma dessas cabeças decepadas. O que você tem nas mãos é a minha cabeça decepada. A analogia é ruim, mas, em minha defesa, eu disse que era melhor parar. Não quero culpar a vítima, mas agora estamos juntos nessa.
     Tudo neste livro é em grande parte verdade, mas alguns detalhes foram alterados para proteger os culpados. Sei que o costume é “proteger os inocentes”, mas por que eles precisariam de proteção? Eles são inocentes. Além disso, escrever sobre eles não chega nem perto da diversão que é escrever sobre os culpados, que sempre têm histórias mais fascinantes e que fazem a gente se sentir melhor por comparação.
     Este é um livro engraçado sobre viver com um transtorno mental. Parece uma combinação terrível, mas, falo por mim, tenho transtorno mental e algumas das pessoas mais hilárias que conheço também têm. Então, se você não gostar do livro, talvez só não seja louco o bastante para isso. No fim das contas, você sai ganhando de um jeito ou de outro. [...]"

26 de junho de 2017

Você é a pessoa gostaria de conhecer?

Frequentemente colocamos um padrão de personalidade perfeita inconsciente na nossa mente, isso não é ruim, é involuntário. Com o tempo vamos conhecendo pessoas e filtrando personalidades que queremos manter por perto, mas você já parou para pensar que quem você deseja ter por perto deveria ser, antes de tudo, você mesma? O que eu quero dizer, embora um pouco confuso, é que antes de buscarmos essas tais pessoas deveríamos nos questionar se somos aquilo que queremos ter por perto também. 

Fácil é você desejar mil coisas de alguém, mas não saber ser um terço delas para o outro. Se a vida fosse assim, apenas receberíamos e nada entregaríamos e não é bem assim que funciona. Aí está o momento em que entra a empatia nessa história toda. A pergunta que fica depois desse raciocínio breve é: você é a pessoa que gostaria de conhecer?

Digo, você realmente faz aquilo tudo que deseja que façam por você? Age como gostaria que agissem diante dos seus dramas, das suas novidades, do seu jeito de levar o mundo? Usa as palavras pensando no impacto que elas podem ter na vida alheia? Se não, como é que deseja que alguém faça tudo isso por você? A questão final beira a reciprocidade, empatia e correspondência de fato.

Somos tentados a exigir atitudes diante de várias situações, muitas vezes aceitamos calados, mas no interior aquela vontadezinha de ter recebido um carinho maior diante de alguma situação fica incomodando... porém, pense ao contrário, e se fosse você, teria agido diferente? Realmente? Seja sincero consigo mesmo. 

Reclamar do mundo é tão simples, a gente costuma dizer que o pessoal na rua não sorri, não percebe que a vida vai além da rotina e das obrigações, mas você já sorriu para um estranho hoje? Já fez sua boa ação do dia, nem que seja dar qualquer informação ou ajuda sobre algo que sabe? Compartilhar boas atitudes, faz com que o universo lhe traga boas coisas também. Pense comigo, nosso mundinho é uma grande bola que gira incansavelmente, consequentemente nesse círculo vicioso, coisas vão, mas voltam de alguma forma também.

Empatia deveria ser o assunto do século, sem ela o mundo é mesquinho demais para sobreviver a arrogância humana. E a partir dela contatamos outros sentimentos humanos que nos inserem numa sociedade, definitivamente, mais humana. Onde a ignorância e arrogância dão lugar à compreensão emocional, à pessoas que pensam mais nas próprias atitudes diante do mundo e sabem interpretar as futuras consequências dos próprios atos. 

Não se faz alguma coisa esperando algo igual ou melhor em troca, mas é importante saber quem é você nesse planetinha, qual o seu lugar nesse mundo e o quanto acha que pode colaborar para tudo ficar mais agradável ao seu redor. Se você parar, olhar para si e concluir que é a pessoa que gostaria de conhecer, muito bem. Agora, se você acha que o que deseja, você mesmo não tem, passe a se auto-conhecer e praticar aquilo que espera antes de exigir isso de alguém. 

19 de junho de 2017

Não subestime a mim

Quanto vale o seu sonho? Com tantos clichês e falas copiadas ali fora, só aprendi a valorizar minhas ambições com minhas experiências. Você retém o conhecimento das fontes, mas passa a entender mais tarde. Parece injusta a indecisão por antecedência, mas, como disse uma nova amiga minha, não temos, e não devemos ter, certeza de nada. 

Hoje mesmo, uma pessoa que nunca tive a chance de conhecer, mas já admiro, se formou em moda, minha (amada) área. Como ritual de todo formando, lá foi ela postar sua foto no Instagram (toga e sorriso vestidos). Logo abaixo, o famoso “textão”. Normalmente, curto a foto e rolo o feed, mas considerando minha (platônica) proximidade, decidi ler. Detalhe, em língua gringa. Assim como muitos que decidem seguir por esse caminho (design, comunicação ou negócios de moda), ela teve dificuldades. 

O fato é: convencer as pessoas próximas a nós dos sonhos que nem entendemos pode ser o momento mais difícil das nossas vidas. Principalmente se há dinheiro e distância envolvidos. Realmente, entender o valor e o potencial de um sonho não é algo que acontece “da noite para o dia”. Assim como amadurecer, criar o caminho que sua vida deve seguir é gradual. 

Ponho em pauta agora a fala da minha já dita amiga, Patrícia Rocha, para fazer o seguinte questionamento: Devemos duvidar até de quem somos? 

Tem quem afirme que estamos em constante mudança, e de fato estamos. Mas, até onde nos permitimos mudar? Devemos questionar nossas certezas? 

Quando escolhi por jornalismo de moda, me vi diante do beco sem saída da insegurança. O fato, que demorei para perceber, é que não eram dúvidas minhas, mas das pessoas à minha volta. Constatei que perguntas nunca surgiam da minha mente, mas de ruídos dos ao meu redor. Não era eu quem duvidava dos meus sonhos, mas aqueles que não os sonhavam. Passei a entender que temos o direito à certeza do que somos e do que queremos ser. Pelo menos isso, acima de tudo. 

Nossas experiências nos guiam e, adivinha essa, somos nós quem as escolhemos! Aprenda a escolher por aquilo que te apaixona, que te arrepia, que te eleva às mais altas expectativas. Conselho? Tenha calma também, disse uma ariana. 

Então, por favor amigo, não me subestime. 

Meus desejos e meus interesses são as únicas coisas emoções que posso chamar de meus. Se você valoriza minha sanidade, não espelhe suas dúvidas nas minhas certezas. Assim como você, quero meu lugar ao sol, que aprecio desde já. 

Muito obrigada.

- Paola Freitas -

2 de junho de 2017

Filmes assistidos em abril e maio (2017)

Que eu assisto muito filme, isso já não é novidade. Abril e maio foram meses em que eu dividi minha atenção com esses 12 filminhos e as séries GirlBoss e 13 Reasons Why, ou seja, eu vivi mais na Netflix do que no mundo real - o que, como eu já disse, não é algo novo para se comentar. 

1. Amor a distância
Como o nome já diz é um filme sobre relacionamento a distância, muito divertido por sinal. Erin e Garrett se conhecem em Nova York e passam 6 semanas de muita paixão, porém sem o intuito de ter algo sério... é só quando ela tem que voltar para São Francisco que eles se descobrem realmente amando e decidem manter o relacionamento, mesmo que à distância e contrários a opiniões alheias. É uma comédia romântica ao mesmo tempo fofinha e engraçada que trás a tona momentos de verdadeiros relacionamentos a distância, tais como as dificuldades envolvidas em demonstrar o amor através de inúmeras maneiras ou até mesmo enfrentar a crítica de pessoas que tentam colocar paranoias na cabeça do casal. Digo que acredito em relacionamento à distância, pois acredito em toda forma de amor. E vocês, o que dizem? Enfim, é um filme que costuma passar despercebido, mas com um elenco super divertido, um enredo legal, cenas engraçadinhas e o melhor, tem na Netflix.   

2. Um Gato de Rua Chamado Bob
Se tem um filme que precisa ser visto é esse! Pra quem já leu os livros desse simpático gatinho é ainda mais essencial. James Bowen é só um cara que luta contra seu vício por drogas e que encontra na música e, principalmente, em seu mais novo companheiro, o gatinho laranja chamado Bob, o essencial para deixar esse mundo. Bob surge tão do nada na vida de James, mas ao mesmo tempo se torna tudo o que o move a continuar tentando e a colocar todos os dias um sorriso no rosto. O músico e seu bichinho logo ficam conhecidos pelas ruas e atraem, tanto bons olhares como inveja alheia. É um filme tão doce, tão amadinho e com uma trilha sonora incrível que é impossível não se apaixonar. Sem contar que a história de Bob é baseada em fatos reais, vale muito a pena conferir, tanto o filme como os livros. (Não tem na Netflix).

3. The Discovery
The Discovery foi um dos filmes que mexeu com a minha mente, por sinal é uma ficção científica mais romantizada e talvez, até um pouco pacata em relação à outros filmes do gênero, porém tem enredo instigante. Uma onda de suicídios começa a partir do momento em que o cientista Thomas Harber confirma a existência de um novo plano de existência após a morte, e é justamente isso que gera a curiosidade e a vontade no ser humano de ir para um mundo melhor, o que se dá através da própria morte. Mas... o cientista não se culpa pelos milhões de suicídios, embora seu filho tente abrir essa realidade em sua visão. Nesse contexto todo, Will, o filho do cientista, conhece Isla em uma barca, mas não sabe que a garota esta indo para uma ilha com o pretexto de tirar a própria vida, não por conta da descoberta, mas por outros motivos. Will a salva e acaba se apaixonando pela garota misteriosa e tão cheia de problemas. Convenhamos que o longa em si é um tanto parado, o que salva é o contexto da teoria que é bem elaborada e as frases de impacto. (Tem na Netflix)  


4. Geração Prozac
Esse é o típico filme pra quem curte psicologia ou algo do gênero, digo por mim. Geração Prozac não é um filme leve, não é um filme que qualquer um consiga assistir porque não tem um enredo instigante ou algo do tipo, é um filme sobre realidade. Lizzie é uma garota com inteligente que vai estudar Jornalismo em Harvard e por pressão/problemas familiar, instabilidade emocional, sobrecarga e outros problemas, acaba se envolvendo com drogas, tentando suicídio e criando uma nova personalidade, o que a leva a procura de um profissional para se salvar dos próprios monstros. Lhe é indicado o medicamento Prozac e é justo ele que intitula o filme, pois assim como Lizzie, muitos vivem uma realidade parecida. O filme é de 2001, mas o tema em questão reflete os dias de hoje muito bem. Como disse logo de início, indico para quem curte a temática, mas não deixa de ser um bom filme que possa agradar a todos. (Tem na Netflix)


5. Blue Jay
O que chamou minha atenção nesse filme foi justamente a fotografia, ele todo é em efeito preto e branco com o intuito de ser relacionado à memórias. O enredo é clichê, dois ex-namorados se encontram ocasionalmente e resolvem conversar dividindo histórias sobre a vida atual e, principalmente, sobre o passado juntos. Tanto que revivem momentos e chegam ao contexto final daquilo que os fez dar errado novamente... é um filme cheio de enrolação até um reparo final, porém com cenas fofas e diálogos bonitinhos... o que na minha opinião, não salva muito o filme em si. (Tem na Netflix)


6. O Farol das Orcas
Outro filme um tanto parado que confesso que quase dormi assistindo... O Farol das Orcas tem uma história muito bonita por trás, mas algo não me fez criar tanta empatia com esse enredo tocante. Uma mãe e seu filho portador de autismo viajam da Espanha até uma ilha para encontrar um biólogo famoso por seu amor e relacionamento com as Orcas, acreditando que encontraria uma forma de curar o menino. Porém, o biólogo se recusa por alguns motivos a ajudar e nesse contexto há uma história de superação e de novas decisões envolta do menino, da mãe e do biólogo. Como eu disse, tem tudo para ser um drama intenso, mas, para mim, acabou não sendo tão significante assim, faltou algo... alguém já assistiu? Opiniões... (Tem na Netflix)


7. As Palavras
Ah! Esse filme é lindo! As Palavras conta a história de um escritor frustrado que encontra um livro abandonado e não publicado de tirar o fôlego, porém sem autoria... é aí que ele se questiona se deve ou não apresentar essa história ao seu editor. Ele apresenta e o editor nem se nega a publicar, o livro vira um best-seller, mas é só quando o renomado escritor encontra um velho que lhe conta uma história de tirar o fôlego (também) que ele vê sua vida entrar em colapso e se enxerga como uma grande farsa. Um dos melhores filmes que vi, com toda certeza. Não é pra menos, já que sou doida por filmes que envolvam escritores e etc... mas enfim, é um romance/drama que vale a pena. (Tem na Netflix)


8. Eu Estava Justamente Pensando em Você
Outro filme que me conquistou de um jeitinho inexplicável, é muito amor envolvido! O romance é algo nada ocasional contado de uma maneira ainda menos ocasional que conquista pelos diálogos e conas extremamente fofos e bem pensados. Conta a história de Kimberly e Dell que se encontram em um universo paralelo ao assistir uma chuva de meteoros, a diante viaja entre vários momentos posteriores do casal entrando em paralelo com os momentos, problemas, atitudes e consequências vividos. É um filme um pouco maluco e requer uma cabeça meio aberta pra assimilar, mas é de uma graça e doçura incrível. (Não tem na Netflix)


9. Dance Off
Dance-off é o típico filme sobre dança, em questão de história é quase sempre o clichê esperado, mas não deixa de ser bom. Brandon e Jasmine são um belo duo na dança quando crianças e grandes amigos, talvez futuros apaixonados. É quando Brandon se muda e Jasmine se obriga a seguir na dança sem ele que uma mágoa se inicia em corações tão jovens. Porém, no presente, já envolvidos com suas escolas de dança eles se encontram novamente e se descobrem adversários. Brandon deixa seu orgulho de lado e tenta se aproximar da garota, mesmo que a mãe dela, legítima mulher "cheia de si", queira negar a proximidade do casal. É um filme todo fofinho com duas performances de dança entre o casal lindas, a da foto que eu separei e outra com a luz dos celulares que, pra quem curte dança, vale a pena assistir mesmo que não veja o filme. (Tem na Netflix)


10. O som do coração
Outro filme "antiguinho" que precisei reviver... há anos queria assistir essa produção tão linda que sempre ouvi ótimos comentários. Por fim, assistido está. O Som do Coração é um romance de 2007 tão, mas tão bonito, que não dá pra não querer terminar de assistir e dar replay. Conta a história de um garoto que vive num orfanato e tem uma sensibilidade e um dom incrível com a música, só quando ele foge do lugar e decide que por meio do som encontrará seus pais é que sua vida começa a fazer sentido. Ele passa por inúmeras situações na rua por sua inocência e tem ótimas oportunidades ao longo da história que o levam ao seu objetivo final, encontrar seus pais. As cenas são lindas, a trilha sonora é demais, o elenco é muito bom e não há comentários que definam realmente esse enredo. É um filme incrível, vale muito a pena. (Tem na Netflix)

11. Sete Minutos Depois da Meia-Noite
O livro já tinha conquistado minha atenção, mas como ando numa abstinência involuntária com livros (chorando por isso) acabei não lendo, mas vi o filme mesmo assim. E convenhamos, o filme é um amorzinho! Tem uma temática pesada que leva para o lado da fantasia, o que a torna um pouco mais leve. Conor é um garoto que tem o pai ausente, a mãe com câncer terminal e uma avó um tanto megera que encontra no amigo imaginário, uma árvore, o refúgio necessário para compreender os acontecimentos da própria vida. Nesse contexto que seu amigo imaginário lhe conta histórias, as quais de alguma forma refletem sua realidade, e que ao final pede para que Conor lhe conte a última das histórias, abrindo assim a mente do menino para vários ramos decorrentes de uma única situação. Justamente a situação que tira o chão de Conor, o fazendo entender e superar a própria dor. É uma história linda, vale muito a pena. (Tem na Netflix)


12. O Último Capítulo
Digo de antemão: realmente esperei algo melhor desse filme. O Último Capítulo é um suspense quase terror com uma grande falha, o enredo não prende, o que pode prender é a forma poética como alguns assuntos são abordados. Digamos que o personagem narrador tem uma fala muito bem escrita cheia de frases de efeito que satisfazem, mas no geral a história e o andamento dela deixam a desejar. Conta sobre uma enfermeira, Lily, que começa a cuidar de uma escritora de terror idosa que decide viver seus últimos dias dentro do último capítulo de uma história sua, de um livro seu. A enfermeira começa a ler, mesmo que se negue e tenha medo de leituras sombrias e passa a reviver a história conhecendo um pouco mais a tão famosa personagem do livro, o que não é tão agradável assim para ela. (Tem na Netflix)
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