21 de julho de 2017

Últimos filmes assistidos (Junho/2017)


Em abril e maio eu achei que tinha assistido muito filme... até chegar junho e eu descobrir que passei dos 12 do post passado em apenas um mês... Sou muito devoradora de filmes! Eis aqui um breve resumo para vocês se aventurarem nesses filminhos, porque deixa eu contar: não tem nenhum que não valha a pena.

1. O Vendedor De Sonhos
Gosto muito dos temas dos livros do Augusto Cury e obviamente do autor, confesso que não li o livro tão famoso dele que dá nome a esse filme,  mas assim que me deparei com o filme de imediato quis assistir. E não me arrependi nenhum pouco! O filme conta com um elenco brasileiro de tirar o chapéu e uma ambientação simples, mas super dentro do contexto e agradável demais. A história é a do empresário que achava que sua vida era um grande erro e decidiu que iria tirá-la, porém um velho mendigo surge ao seu lado no edifício no dia que tiraria sua vida e lhe mostra que há muito para se agradecer nessa vida. É um filme lindo, não tem como não pensar nesse elogio diante ao longa.  (Não tem na Netflix)

2. A Menina Que Tinha Dons
Esse é um dos filmes que eu mais esperei, mesmo sem saber se teria ou não um filme de um dos livros que eu li e me apaixonei. A Menina Que Tinha Dons foi um dos livros que entrou na minha lista dos favoritos porque me surpreendeu em cada página, aí estava eu vasculhando novos filmes quando me deparo com o título e nem acredito que meu livro favorito tinha virado filme. E confesso a vocês, o filme é muito bom (não melhor que o livro, porém...). Conta a história típica de  um apocalipse, onde há um local protegido que fazem testes em crianças que são afetadas de outra forma pela bactéria dos famintos (zumbis) em busca da cura, mas o final é tão surpreendente que não tem como não se apaixonar. (Não tem na Netflix)

3. A Garota no Trem
De início já digo que não é um filme que eu posso dizer se gostei ou não, ainda não consegui ter uma opinião formada sobre ele. A Garota no Trem como a maioria dos filmes chamou minha atenção por ser adaptação de um livro, consequentemente de um que eu queria muito ler. O filme conta a história de uma mulher que está arrasada com o próprio divórcio e ao decorrer do caminho que seu trem faz ela vê um casal perfeito que mora perto dos trilhos e os observa ao longe, mas algumas coisas parecem estar diferentes e ela passa a se envolver tanto que pretende descobrir por si mesma. É um filme um pouco estranho, mas tem uma temática psicológica legal que envolve nossa própria falha de raciocínio, quando estamos tomados por algo que nos desfoque da realidade. (Não tem na Netflix)

4. O Espaço Entre Nós
Esse filme é a coisa mais fofa do mundo! Estou realmente apaixonada por tudo nele, pelo elenco, pela ambientação, pela história e extremamente pela trilha sonora que inclui canções de James Bay deixando tudo melhor. O filme conta a história de um garoto que nasceu fora da Terra, precisamente em Marte, quando sua mãe assumiu a ideia de tentar morar em outro planeta assim que se tornou possível isso. O garoto cresce e adepto à tecnologias, conhece uma garota do planeta Terra, pela qual acaba nutrindo um amor. Ao desembarcar em Terra e fugir ao encontro da garota e longe de possíveis complicações que lhe impeçam de ver o que é a vida na Terra, outras complicações lhe ocorrem e muitos momentos lindos são vividos. (Tem na Netflix)

5. Amor e Outras Drogas
Outro filme que ganhou meu coração num suspiro e que também tem um elenco, história e ambientação de tirar o chapéu. Aqui a história é sobre uma mulher que sofre de mal de Parkinson ainda jovem, caso raro, e um homem que mesmo ciente de todos os problemas que enfrentaria insiste em amá-la e fazê-la feliz, sem cogitar as adversidades da doença. Ele é um farmacêutico dedicado em vender seus produtos com a mais bela lábia, o que ele não sabia é que, na verdade, o amor é a mais bela droga para curar uma vida. É um romance cheio de humor e com um drama tão intenso que, de certa forma, se equilibra dentro do contexto. Vale muito a pena assistir, é lindo. (Tem na Netflix)

6. Internet - o filme
Eis aqui um filme que assisti por curiosidade e até que gostei. O tal do filme sobre youtubers e com youtubers é engraçadinho ao seu ponto e nada mais que uma história sobre fama através da internet. É meio nada a ver, mas dá pra passar o tempo e rir um pouco. Conta a história de um youtuber arrogante que faz um evento e convida o pessoal da área, nesse evento uma garota que se hospeda no hotel com a amiga acaba ganhando uma fama não tão bem vinda por falar algumas verdades. Nada de tão extraordinário.  (Tem na Netflix)

7. O Quarto dos Esquecidos
Com o objetivo de ter um novo começo o casal principal do filme e seu filho se mudam para uma casa afastada da cidade, mas lá Dana descobre um quarto que não se encontra na planta da residência e decide desvendar qual é o mistério. Não é o tipo de filme de terror/suspense que é lotado de cenas de susto, mas num geral ele chega a ser bem bom. Digamos que vale a pena se você quiser assistir algo mais parado e trabalhado na ambientação e sonografia, do que no terror psicológico. (Não tem na Netflix)

8. Regressão
Posso dizer que "uau", eu esperei algo do filme e recebi um pouco mais em troca. O elenco está maravilhoso, não só pela presença da minha favorita Emma Watson, mas também pela presença de outros grandes atores que eu gosto muito como Ethan Hawke, David Thewlis e Devon Bostick. A história é, digamos que, sobre bruxaria e por mais que seja um suspensa não direcionado ao terror e sustos em si, o filme é tão bem produzido e a ambientação é tão cheia de detalhes que supera muito filme de terror por aí. A história gira em torno de uma adolescente com alguns problemas para lidar que expõe aos policiais prezando pela sua segurança, mas as coisas nem sempre são como parecem. Um filme que, definitivamente, ganhou minha admiração. (Tem na Netflix)

9. La La Land
Musicais já são um amorzinho por si só, mas La La Land ganha o coração de todos que gostem de musicais e assistirem, tenho certeza. Numa ambientação incrível, daquelas que dá vontade estar, um casal se conhece e passa a fazer o relacionamento dar certo e ao mesmo tempo luta pela fama e sucesso dentro de suas carreiras. As músicas são lindas e as coreografias super marcantes, sem contar a cena, em especial, que essa imagem acima ilustra. Não é por nada que é um dos melhores filmes do ano, ta esperando o que pra ver? (Não tem na Netflix)

10. Burn Burn Burn
De começo é um filme tão, mas tão pacato que eu cheguei aos 90 minutos e desisti. Só fui voltar a assistir uns dias depois pois não consigo não terminar algum filme que comecei... e bom, revi meus conceitos com a mente mais aberta. Confesso que os atores não me agradaram muito, em especial as duas principais, mas o contexto da trama é bom. Um jovem tem uma doença e ao morrer deixa vídeos pedindo as suas duas melhores amigas para levá-lo (em cinzas) a alguns lugares junto a elas para deixar um pouco de si em cada canto que é especial para ele. Essa viagem faz as duas crescerem psicologicamente muito mais do que imaginavam. É uma história bonita e vingaria muito com alguns detalhes mais trabalhados, porém, fora o meu desgosto com o elenco, a ambientação e fotografia está muito boa. (Tem na Netflix)

11. In My Dream
Eu tenho momentos de: "quero ver filmes fofos, com licença". E foi num desses momentos que encontrei perdido na Netfix esse filminho divino. Resumindo a história gira em torno de uma fonte dos desenhos onde dois desacreditados jogam uma moedinha na esperança de encontrarem o amor, porém as coisas não acontecem na vida real, mas ambos passam a se encontrar em sonhos e descobrem um grande sentimento um pelo outro. Mas, será que o sonho deles é só alguém imaginário? Eis o que muda o enredo e nos deixa com os olhinhos cheios de lágrimas de felicidade. O filme é uma doçura só. (Tem na Netflix)

12. Como Não Esquecer Essa Garota
Eis aqui o filme que ganhou meu coração realmente e cá entre nós virou o favorito do mês de junho e talvez até do ano de 2017. É um romance todo fofo e incrivelmente tocante sem ser dramático. A história é sobre um homem que sofre com perda de memória todos os dias depois de seu acidente, ele precisa ser lembrado ao acordar de fazer todas as coisas normais do seu dia e tem a ajuda da irmã em questões rotineiras... mas ele conhece uma garota e encontra mil maneiras de não esquecê-la pois o amor fala mais alto que os problemas da vida. Não tem como não amar esse filme, ele é completamente lindo no geral, não só a história. (Tem na Netflix)

13. A Autópsia de Jane Doe
Um filme que eu queria ter visto no cinema, mas demorei demais e não vi... é um suspense e tanto. Confesso que tenho medo de cadáveres e tinha um ali sendo aberto e revirado por dois caras trancados num porão num dia chuvoso... então, o que vocês esperam disso? E o incrível é que a história da garota é tão tensa e tão estranha que você fica ali tentando decifrar os enigmas da vida/morte desse cadáver. Eu gostei bastante, mas há muita crítica contrária. (Não tem na Netflix)


14. Bokeh
Achei esse filme em indicações de filmes sobre viagens e etc. É um filme bastante visual e interpretativo, mas é muito bom. Bokeh conta a história de um casal que viaja para curtir um local e ao acordar se descobrem sozinhos no mundo, não há mais ninguém, nenhum vulto, nada... como se um apocalipse tivesse acontecido e as pessoas do mundo tivessem se mudado para outro planeta. Só sobram eles dois, como num sonho. As coisas parecem incríveis, pois há liberdade para tudo, mas o drama começa a aparecer e a realidade da solidão também, mesmo tendo um ao outro. Um filme para pensar e que vale a pena. (Tem na Netflix)

5 de julho de 2017

Tu é trevo de quatro folhas


Tu é o tipo de pessoa rara de encontrar, o mesmo tipo que a gente não esbarra em qualquer esquina por aí, mas que, por sorte, eu tive a chance de esbarrar. Tu é a procura incessante e totalmente falha num jardim enorme de milhões de trevos iguais que só se torna visível para quem repara no que não é tão óbvio, no que não fica tão à mostra. 

Talvez tu não esteja no meio das maiores possibilidades, mas exatamente no que passa despercebido. Talvez invés do jardim, tu esteja ali, no meio de um paralelepípedo qualquer, solitário e perdido, sem chamar atenção, buscando alguém que ache graça em te encontrar tão sem querer. 

E eu tive sorte em te encontrar, tive a sorte vasta de olhar para o que o mundo não percebe e percebi o teu sorriso doce esperando pelo meu olhar confuso. Percebi como o teu jeito único que te faz tão diferente era exatamente o amuleto da sorte que eu precisava ter. Tu é o encontro do diferente em mim que há em ti, como se mesmo disforme e não encaixável ainda fosse a peça que completa o meu quebra-cabeça. 

Tu é céu noturno lotado de inúmeros corpos celestes brilhantes que o mundo ignora infiltrado em rotina, mas eu paro para observar. Tu é universo em cada linha de expressão, é ponto a ponto um mapa de novas constelações por ser descoberto. Tu é o detalhe do detalhe que o artista não viu, o pingo na folha branca que significa mais que um simples ponto de tinta numa imensidão oculta. Teu detalhe é, exatamente, como a quarta folha da sorte num trevo camuflado dentro de uma multidão tão igual. 

Tu é o oposto do comum que agrada o mundo, mas exatamente o incomum que agrada a mim. É como manhã fria de inverno e café bem quente, é exatamente aquilo que eu precisava. Tu é trevo de quatro folhas na rotina das minhas obrigações diárias, é esperança no fim do dia. É força para fazer mais e continuar, tu é porta aberta para fora da minha zona de conforto, é telescópio que mostra aquilo que eu não consigo enxergar.

É manhã de domingo à toa, conversa rara e boa. É jeito definido de viver sem definição, é aconchego e colo depois da exaustão. Tu é essência gostosa em manhã de primavera, é brisa do mar, toque de chuva serena e bela. Tu é jeito sem jeito de trazer sorrisos sinceros, é mania boba de expressão. Tu é jeito doce de viver, é sorte viva que cultivei no meu jardim. Tu é pedaço de sonho que faz o meu querer acordar e eu só quero o leve da vida pra te levar.

29 de junho de 2017

Leio ou não?: Alucinadamente Feliz - Jenny Lawson

Autor: Jenny Lawson
Editora: Intrínseca
Gênero: Auto-biografia.
Páginas: 352 páginas.
Nota: ✰✰✰✰✰

Já faz um tempo que li Alucinadamente Feliz e consequentemente continuo numa grande ressaca literária com essa obra. A verdade é que não tenho adjetivos para definir, nenhum que realmente possa fazer jus à ele, só sei que se tornou um dos meus queridinhos. O livro conta a história de Jenny Lawson, a própria autora, numa autobiografia um tanto cômica sobre assuntos trágicos. Ela encontrou uma maneira de expor distúrbios mentais muito comuns sem que seja aquele jeito sério que costumamos tratar uma doença e mostra a cada capítulo como é conviver com elas e mesmo assim continuar tentando e sendo feliz. Ou melhor, alucinadamente feliz. 
''Há alguma coisa na depressão que permite (ou às vezes) explorar emoções numa profundidade que a maioria das pessoas 'normais' não faz ideia de que existe.''
Jenny é diagnosticada com depressão clínica moderada, transtorno de ansiedade grave, transtorno de personalidade esquiva, distúrbio de automutilação proveniente de transtorno de controle de impulsos, um ocasional transtorno de personalização, TOC moderado e tricotilomania (impulso de arrancar os cabelos) e para sair disso tudo ela resolve que não quer se afundar, mas sim, decide ser alucinadamente feliz, assumindo sua "insanidade" e usando dela para sair do fundo do poço. Uma atitude inteligente que viralizou e vem dando certo com ela e seus leitores. O modo como a autora trata de cada situação proveniente de algum de seus "problemas" é justamente negar a existência de um problema e enxergar o ato como uma ação decorrente de algo, levar menos a sério, encontrar uma maneira diferente de resolver e aproveitar o momento, mesmo que possa soar complicado na maioria das vezes.
"Às vezes ser louco é perfeito."
Pensando bem pode ou deve ser considerado um livro de autoajuda autobiográfico, porém numa forma mais expansiva de pensar, é apenas um livro sobre situações terríveis sendo interpretado com um certo grau de humor. É um livro de superação e de luta de alguém que inspira a ter a mesma atitude diante de algum problema, para ser mais exata. Jenny se tornou uma amiga ao decorrer de cada página e alguém que eu gostaria de ter o prazer de conhecer um dia, simplesmente pela forma cativante que se apresentou em cada nova frase. A diagramação e arte do livro estão impecáveis, a Intrínseca fez um ótimo trabalho. É um livro para ser lido e absorvido com a mente aberta e disposta a encarar novos modos de ver as coisas sérias da vida.

 Sinopse (via Skoob)
Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria.

Trecho do Livro:
     "[...] Não, não. Eu insisto que você pare agora mesmo.
     Ainda está aqui? Excelente. Agora não vai poder me culpar por nada que encontrar neste livro, porque eu avisei que deveria parar e você continuou mesmo assim. Você é como a mulher do Barba Azul quando encontrou todas aquelas cabeças no armário. (Alerta de spoiler.) Mas, particularmente, acho que isso é bom. Ignorar as cabeças humanas decepadas no armário não contribui para um relacionamento, só gera um armário com sérios problemas de higiene e possivelmente uma acusação de cúmplice. Você precisa enfrentar essas cabeças decapitadas, pois não pode crescer sem reconhecer que todos somos feitos da esquisitice que tentamos esconder do resto do mundo. Todo mundo tem cabeças humanas no closet. Às vezes as cabeças são segredos ou confissões não ditas, ou ainda medos silenciosos. Este livro é uma dessas cabeças decepadas. O que você tem nas mãos é a minha cabeça decepada. A analogia é ruim, mas, em minha defesa, eu disse que era melhor parar. Não quero culpar a vítima, mas agora estamos juntos nessa.
     Tudo neste livro é em grande parte verdade, mas alguns detalhes foram alterados para proteger os culpados. Sei que o costume é “proteger os inocentes”, mas por que eles precisariam de proteção? Eles são inocentes. Além disso, escrever sobre eles não chega nem perto da diversão que é escrever sobre os culpados, que sempre têm histórias mais fascinantes e que fazem a gente se sentir melhor por comparação.
     Este é um livro engraçado sobre viver com um transtorno mental. Parece uma combinação terrível, mas, falo por mim, tenho transtorno mental e algumas das pessoas mais hilárias que conheço também têm. Então, se você não gostar do livro, talvez só não seja louco o bastante para isso. No fim das contas, você sai ganhando de um jeito ou de outro. [...]"

26 de junho de 2017

Você é a pessoa gostaria de conhecer?

Frequentemente colocamos um padrão de personalidade perfeita inconsciente na nossa mente, isso não é ruim, é involuntário. Com o tempo vamos conhecendo pessoas e filtrando personalidades que queremos manter por perto, mas você já parou para pensar que quem você deseja ter por perto deveria ser, antes de tudo, você mesma? O que eu quero dizer, embora um pouco confuso, é que antes de buscarmos essas tais pessoas deveríamos nos questionar se somos aquilo que queremos ter por perto também. 

Fácil é você desejar mil coisas de alguém, mas não saber ser um terço delas para o outro. Se a vida fosse assim, apenas receberíamos e nada entregaríamos e não é bem assim que funciona. Aí está o momento em que entra a empatia nessa história toda. A pergunta que fica depois desse raciocínio breve é: você é a pessoa que gostaria de conhecer?

Digo, você realmente faz aquilo tudo que deseja que façam por você? Age como gostaria que agissem diante dos seus dramas, das suas novidades, do seu jeito de levar o mundo? Usa as palavras pensando no impacto que elas podem ter na vida alheia? Se não, como é que deseja que alguém faça tudo isso por você? A questão final beira a reciprocidade, empatia e correspondência de fato.

Somos tentados a exigir atitudes diante de várias situações, muitas vezes aceitamos calados, mas no interior aquela vontadezinha de ter recebido um carinho maior diante de alguma situação fica incomodando... porém, pense ao contrário, e se fosse você, teria agido diferente? Realmente? Seja sincero consigo mesmo. 

Reclamar do mundo é tão simples, a gente costuma dizer que o pessoal na rua não sorri, não percebe que a vida vai além da rotina e das obrigações, mas você já sorriu para um estranho hoje? Já fez sua boa ação do dia, nem que seja dar qualquer informação ou ajuda sobre algo que sabe? Compartilhar boas atitudes, faz com que o universo lhe traga boas coisas também. Pense comigo, nosso mundinho é uma grande bola que gira incansavelmente, consequentemente nesse círculo vicioso, coisas vão, mas voltam de alguma forma também.

Empatia deveria ser o assunto do século, sem ela o mundo é mesquinho demais para sobreviver a arrogância humana. E a partir dela contatamos outros sentimentos humanos que nos inserem numa sociedade, definitivamente, mais humana. Onde a ignorância e arrogância dão lugar à compreensão emocional, à pessoas que pensam mais nas próprias atitudes diante do mundo e sabem interpretar as futuras consequências dos próprios atos. 

Não se faz alguma coisa esperando algo igual ou melhor em troca, mas é importante saber quem é você nesse planetinha, qual o seu lugar nesse mundo e o quanto acha que pode colaborar para tudo ficar mais agradável ao seu redor. Se você parar, olhar para si e concluir que é a pessoa que gostaria de conhecer, muito bem. Agora, se você acha que o que deseja, você mesmo não tem, passe a se auto-conhecer e praticar aquilo que espera antes de exigir isso de alguém. 

19 de junho de 2017

Não subestime a mim

Quanto vale o seu sonho? Com tantos clichês e falas copiadas ali fora, só aprendi a valorizar minhas ambições com minhas experiências. Você retém o conhecimento das fontes, mas passa a entender mais tarde. Parece injusta a indecisão por antecedência, mas, como disse uma nova amiga minha, não temos, e não devemos ter, certeza de nada. 

Hoje mesmo, uma pessoa que nunca tive a chance de conhecer, mas já admiro, se formou em moda, minha (amada) área. Como ritual de todo formando, lá foi ela postar sua foto no Instagram (toga e sorriso vestidos). Logo abaixo, o famoso “textão”. Normalmente, curto a foto e rolo o feed, mas considerando minha (platônica) proximidade, decidi ler. Detalhe, em língua gringa. Assim como muitos que decidem seguir por esse caminho (design, comunicação ou negócios de moda), ela teve dificuldades. 

O fato é: convencer as pessoas próximas a nós dos sonhos que nem entendemos pode ser o momento mais difícil das nossas vidas. Principalmente se há dinheiro e distância envolvidos. Realmente, entender o valor e o potencial de um sonho não é algo que acontece “da noite para o dia”. Assim como amadurecer, criar o caminho que sua vida deve seguir é gradual. 

Ponho em pauta agora a fala da minha já dita amiga, Patrícia Rocha, para fazer o seguinte questionamento: Devemos duvidar até de quem somos? 

Tem quem afirme que estamos em constante mudança, e de fato estamos. Mas, até onde nos permitimos mudar? Devemos questionar nossas certezas? 

Quando escolhi por jornalismo de moda, me vi diante do beco sem saída da insegurança. O fato, que demorei para perceber, é que não eram dúvidas minhas, mas das pessoas à minha volta. Constatei que perguntas nunca surgiam da minha mente, mas de ruídos dos ao meu redor. Não era eu quem duvidava dos meus sonhos, mas aqueles que não os sonhavam. Passei a entender que temos o direito à certeza do que somos e do que queremos ser. Pelo menos isso, acima de tudo. 

Nossas experiências nos guiam e, adivinha essa, somos nós quem as escolhemos! Aprenda a escolher por aquilo que te apaixona, que te arrepia, que te eleva às mais altas expectativas. Conselho? Tenha calma também, disse uma ariana. 

Então, por favor amigo, não me subestime. 

Meus desejos e meus interesses são as únicas coisas emoções que posso chamar de meus. Se você valoriza minha sanidade, não espelhe suas dúvidas nas minhas certezas. Assim como você, quero meu lugar ao sol, que aprecio desde já. 

Muito obrigada.

- Paola Freitas -

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