9 de junho de 2013

Leio ou não?: A Cabana - William P. Young


Autor: William P. Young
Editora: Sextante
Gênero: Ficção
Páginas: 240 páginas.
Nota: ✰✰✰

A Cabana é um dos livros bons que já li, envolve um tipo de auto-ajuda diferente. Não é aquela leitura que diz o que você tem que fazer, o que é errado ou certo, e isso foi o ponto que chamou minha atenção. A história trás a vida de uma família comum com acontecimentos comuns até o dia que o pai, Mackenzie Allen Philip leva seus filhos para um passeio, um piquenique em um lugar lindo e natural e um de seus filhos acaba caindo no riacho e ele corre salvá-lo, só que nesse momento Missy, a filha caçula, é raptada. Ao chegar no local aonde deixou a pequena, ele encontra uma joaninha com o número de pintinhas pretas que o assassino já havia matado de crianças. A mulher de Mack é muito religiosa e chama Deus de Papai. Um dia, depois de anos, Mackenzie recebe um bilhete com a assinatura de Papai pedindo para que vá até a cabana onde encontraram pedaços da roupa de Missy e aonde é o local que iniciou a sua Grande Tristeza. Ele culpa Deus por toda dor que o envolve durante anos e, então, ao encontrá-lo na cabana da noite pro dia em um mundo diferente Deus mostra que algumas situações devem acontecer por inúmeros motivos. Apesar do "ódio" ele acaba se envolvendo com Deus, Jesus e o Espírito Santo, que estão em formas totalmente inimagináveis. Ou seja, Deus é uma mulher negra, grande e toda cuidadosa; Jesus é a aparência de um homem trabalhador e cuidadoso; e o Espírito Santo tem a forma de uma menina doce e quase imperceptível na visão de Mack. A história é movida através de perguntas e respostas sobre a vida, a morte e principalmente o amor. Acho que todas as respostas que a trindade dá ao Mack são de certa forma muito úteis para nossa vida. A história também chama atenção para quem gosta daquele suspense básico, mas não prende tanto à leitura, pois se a espera é pra saber se ele encontrará Missy no reino divino, o que espera-se é muita enrolação. Mas se o pensamento se envolver na questão da culpa que Mackenzie põe em Deus a história anda. Achei, de certa forma, o livro cansativo mas, muito bom. O que William nos trás é um pouco da realidade que conhecemos com a ficção imaginativa sobre a divindade. E na minha opinião, consegui temer menos a morte e aceitá-la com alguns dos conhecimentos adquirido no decorrer das páginas. Mas vai de cada um, já ouvi muitas críticas a favor e também muitas contra. Eu fico no meio termo, quando lançaram   foi um êxtase, porém, achei que fosse um pouco melhor. 

Sinopse (via Saraiva)

A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar áquele cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.


Trecho do Livro:
– Papai, por que ela teve de morrer?
Mack demorou um momento para descobrir do que Missy estava falando. Percebeu subitamente que a princesa índia devia estar na cabeça da menina desde cedo, quando ele contara a história.
– Querida, ela não teve de morrer. Ela escolheu morrer para salvar seu povo. Eles estavam doentes e ela queria que se curassem.
Houve um silêncio e Mack soube que outra pergunta estava se formando no escuro.
– Isso aconteceu mesmo? – A pergunta agora vinha de Kate, obviamente interessada na conversa.
Mack pensou antes de falar.
– Não sei, Kate. É uma lenda, e às vezes as lendas são histórias que ensinam uma lição.
– Então não aconteceu de verdade? – perguntou Missy.
– Pode ter acontecido, querida. Às vezes as lendas nascem de histórias verdadeiras, coisas que aconteceram de fato.
De novo silêncio, e depois: – Então a morte de Jesus é uma lenda?
Mack podia ouvir as engrenagens girando na mente de Kate. 
– Não, querida, a história de Jesus é verdadeira. E sabe de uma coisa?
Acho que a história da princesa índia provavelmente também é.
Mack esperou enquanto suas filhas processavam os pensamentos.
Missy foi a próxima a perguntar: 
– O Grande Espírito é outro nome para Deus? Você sabe, o pai de Jesus?
Mack sorriu no escuro. Obviamente as orações noturnas de Nan estavam surtindo efeito.
– Acho que sim. É um bom nome para Deus, porque ele é um espírito e é grande.
– Então por que ele é tão mau?
Ah, ali estava a pergunta que viera crescendo na cabecinha da filha.
– Como assim,Missy?
– Bom, o Grande Espírito fez a princesa pular do penhasco e fez Jesus morrer numa cruz. Isso parece muito mau.
Mack ficou travado. Não sabia como responder.Com seis anos e meio, Missy estava fazendo perguntas com as quais pessoas sábias haviam lutado durante séculos.
– Querida, Jesus não achava que o pai dele era mau.Achava que o pai era cheio de amor e que o amava muito. O pai dele não o fez morrer.
Jesus escolheu morrer porque ele e o pai amavam muito você, eu e todas as pessoas. Ele nos salvou da doença, como a princesa. Agora veio o silêncio mais longo e Mack começou a imaginar que a menina teria caído no sono. Quando ia se inclinar para lhes dar um beijo, uma vozinha com um tremor perceptível rompeu a quietude.
– Papai?
– Sim, querida?
– Algum dia eu vou ter de pular de um penhasco?
O coração de Mack doeu quando ele entendeu a verdadeira questão.
Abraçou a menininha e a apertou. Com a voz um pouco mais rouca do que o usual, respondeu gentilmente:
– Não, querida. Nunca vou pedir para você pular de um penhasco, nunca, nunca, jamais.
– Então Deus vai me pedir para pular de um penhasco?
– Não,Missy. Ele nunca pediria que você fizesse uma coisa dessas.
Ela se aninhou mais fundo em seus braços.
– Está bem! Me dá um abraço apertado. Boa noite, papai. Eu te amo.
– E apagou, caindo num sono profundo embalado por sonhos bons e doces.
Depois de alguns minutos, Mack a colocou suavemente no saco de dormir.


7 comentários:

  1. Esse livro é FANTÁSTICO, adorei a história!

    Linda, você ganhou um selinho la no meu blog, da uma conferida depois:
    operacaoparis.blogspot.com.br/

    beijos

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  2. Nossa que legal mesmo eu que nao gosto de ler eu tenho que ler kkk'
    adotadospelopai.com.br

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  3. Eu tenho esse livro, vou ler mas ultimamente tenho pouco tempo. MAS vou ler!! haha
    Dizem que é ótimo!

    xoxo
    http://www.florescerefotografar.com/

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  4. Olá.. muito legal.. adorei seu blog! Seguindo.. por favor se puder segue o meu também e visitem por favor: http://worldteenbra.blogspot.com.br/ OBRIGADO!

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  5. esse livro é muito bom, eu adorei! e adorei também sua resenha, muito boa msm

    Beijos
    http://heyealaysa.blogspot.com/

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