12 de março de 2013

Além da Estrada de Tijolos Amarelos


Hoje se arrependia do seu passado.
Não devia ter partido, não podia.
Na época pareceu sensato, agiu com o coração, lutou por isso mais que tudo, era seu maior desejo, seu destino.
Mais hoje o mundo preto e branco desbotado e a fumaça dos carros a deixavam deprimida.

Muito longe dali um leão velho e ferido perdia a coragem até de sair de sua caverna para comer, era novamente medroso e assim morreria, tinha medo da morte.
O coração infartado permanecia ainda com as dores do amor não correspondido, e a velha carcaça de ferro enferrujada de chuva após chuva atrofiada debaixo de uma árvore sempre estaria.
Velho e senil, um cérebro permanecia na palha que o boneco trazia, já não sabia mais quem era, muito menos o que um dia acontecera.

O tempo havia chegado e até a estrada de tijolos amarelo já estava gasta e esquecida.
Deveria ter aproveitado enquanto podia.
Havia sido feliz uma unica vez, mais nunca percebera.



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