4 de fevereiro de 2014

Alguém para sorrir


Sempre tive preferência ao isolamento. Gostava de ficar num canto com meus livros e não conversar com ninguém, como se as pessoas fossem os monstros em baixo da cama de quem sempre tive medo. Tudo era motivo para querer ficar longe do convívio social. O mundo me assustava mais a cada dia. Pessoas novas não eram tão bem vindas assim. Não gostava de jogar conversa fora e preferia estar com alguém que nunca mentiria ou me enganaria. Mas sabe, as pessoas não são tudo isso, não são perfeitas. E se realmente fossem, qual seria a graça? Não se pode esperar de alguém algo que nem você próprio faz direito. Aprendi da forma mais difícil a aceitar que estou num mundo onde não sou única. Há outras pessoas por aí e não são todas más, na verdade, na maior parte são boas. Aprendi a guardar meus segredos para quem realmente mereça escutar e por mais que nem todos meus amigos saibam tudo sobre mim, aprendi a cultivá-los. A vida não seria completa sem alguém para te fazer dar risadas exageradas, alguém com quem se possa compartilhar uma brincadeira sem segundas intenções ou constrangimentos. Não deixei de gostar do meu cantinho isolado, nem dos meus livros com paraísos paralelos mas aprendi a dividir os momentos da minha vida. A gente precisa sim ter um tempo para si. Mas também necessita de alguém para nos fazer sorrir. 

- Gabrielle Roveda


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