12 de março de 2014

Leio ou não?: A Culpa é das Estrelas - John Green


Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Páginas: 283 páginas.
Nota: ✰✰✰✰✰

Deixando de lado o fato de super atrasar a resenha do livro mais comentado e também o mais conhecido de John Green, resolvi, depois de um mês (ou mais) escrever um pouco sobre a tão falada obra. Logo de início vou constar, comprei o livro na onda dos internautas, por comentários como "Esse livro é incrível", "Chorei" e outras dezenas de elogios relacionados ao A Culpa é das Estrelas. Porém o que sempre me chamou a atenção, e não só nesse livro como em todos os outros, foi a relação do título ao próprio contexto. E definitivamente gostei muito da relação título x história, não poderia ser melhor. Digamos que John Green ganhou pontos extras principalmente com isso. Continuo falando da capa, por mais simples que seja conquistou os olhares de todos e não há quem diga que é "sem graça". Acho linda e mesmo virando um clichê momentâneo deixa nossa estante com outra cara. Afinal, temos um novo autor na boca do povo e fazendo história nessa era. 
"- Às vezes as pessoas não têm noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem - falei." 
A história do livro se encaixa num contexto bastante comentado em diversos livros e teria tudo para ser mais um clichê da literatura, mas não foi. Com um toque de "magia" tudo se opôs nessa história, o que eu garanto, fez tantas pessoas se apaixonarem pelas palavras de Green. Hazel Grace (ou só Hazel, ela prefere), personagem principal, luta contra um câncer terminal há 3 anos, estando em recuperação e com fortes riscos de "explodir" (como ela mesma diria). Não frequenta a escola, portanto, de uma forma ou outra, não é socialmente ativa. Seja por insistência de sua mãe volta a frequentar um grupo de apoio para pessoas com câncer e sem querer conhece alguém que mudaria sua vida, Augustus Waters.
"Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo."
Gus, um garoto que passa uma imagem autêntica. Por conta do câncer perdeu uma de suas pernas, mas nada o fez deixar de sonhar e buscar realizar seus desejos. É amigo de Isaac, que frequenta o grupo de apoio e troca ironias com Hazel, sendo assim se dá a aproximação de ambos. Não esquecendo que Hazel é apaixonada por um livro, Uma Aflição Imperial, que ao fim deixa várias questões em dúvida. Ela manda cartas para o autor, porém ele nunca as respondeu e deixa a garota com suas dúvidas. Gus e Hazel entram em uma aventura completamente romântica e em cada página do livro algo nos faz suspirar de amores pela história. Digamos que John Green quis realmente aguçar o romantismo nos leitores. O livro é incrível e não tem como discordar do que o povo anda falando sobre ele, simplesmente é impossível não entrar no clima desse romance e não deixar os sentimentos fluírem. Assim como muitos, também deixei lágrimas rolarem e ao final percebi que queria um pouco mais desse universo de A Culpa é das Estrelas. Okay?


Sinopse (via skoob)

A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.


Trecho do livro

Coloquei a marcha do carro em ponto morto e olhei para ele. Como era belo. Sei que este não é o adjetivo mais usado para elogiar a beleza de um garoto, mas ele era.
- Hazel Grace. - Meu nome soando inédito e muito mais bonito na voz dele. - Foi um prazer inenarrável conhecê-la.
- Igualmente Sr. Waters - falei.
E fiquei envergonhada ao olhar para ele. Não era páreo para a intensidade daqueles olhos azul-piscina.
- Podemos nos ver de novo? - perguntou, e havia um nervosismo fofo na voz dele.
Sorri.
- Claro.
- Amanhã?
- Paciência, Gafanhoto - aconselhei. - Assim vai parecer que você está ansioso demais.
- Exatamente. Foi por isso que falei "amanhã". Quero te ver de novo hoje à noite. Mas estou disposto a esperar a noite toda e boa parte do dia de amanhã.
Revirei os olhos.
- Estou falando sério - ele disse.
- Você nem me conhece direito. - Peguei o livro de dentro do console. - Que tal se eu ligar para você assim que acabar de ler isto?
- Mas você não sabe qual é o número do meu telefone - ele disse.
- Tenho motivos para acreditar que você anotou o número no livro.
Ele abriu aquele sorriso meio bobo.
- E você ainda diz que a gente não se conhece direito.

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