20 de março de 2014

Também lembrarei da dor causada


Pode ficar aí com sua nova vidinha, com essas conquistas idiotas que não acrescentarão em nada. Tudo bem, pode conversar com mil pessoas e dentre elas novecentas e noventa e nove garotas. Deseje novos lábios para beijar, um novo corpo onde possa descansar suas mãos e até, quem sabe, um novo perfume para lembrar. Mostre que você não era quem eu pensava, vá em frente e esbanje essa independência toda. Pode ignorar quando eu passar pela sua frente olhando para baixo, não me importo. Compreendo quando anseia por fechar a garganta e não deixar suas cordas vocais ecoarem meu nome em voz alta e atrair meus olhares em você novamente. Entendo quando tenta chamar atenção para seus atos, inclusive os mais ridículos, tentando me atingir de alguma forma. Sabe, tudo bem mesmo você evitar me ter por perto, ser um pouco estúpido ou rude demais. É sério, eu entendo. Compreendo o que você passou com nosso fim, mas como éramos dois, não esqueça: ambos tiveram seus sofrimentos. Queria que, assim como para mim, o que virou passado fosse tão significativo para você. Entretanto, vejo a realidade e não é. Somos tão diferentes, amor. Sempre fomos assim, quase nunca concordava com suas teorias e opiniões. Porém, está tudo bem. Se hoje eu ainda sofro é por causa desse sentimentalismo exagerado. De ter amado demais, mesmo que para você isso não encaixe bem na teoria. O tempo vai ser meu amigo e vai colaborar para que tudo entre nos eixos. Mas lembre-se, ele não causará esquecimentos, apenas amenizará o que hoje é forte. Sendo que o mundo gosta de brincar com as pessoas, dá voltas bem completas e adora bagunçar nossas histórias um dia a gente se encontra por aí. E eu lembrarei, ao olhar em teus olhos, de todas essas atitudes medíocres, de toda a dor causada e não somente de um passado cheio de amores.

- Gabrielle Roveda

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