23 de abril de 2014

De que adianta?


De que adianta rir daquele babaca se no fundo o que sente é a falta dele? De que adianta fingir para todo mundo que esqueceu enquanto as noites frias abraçadas ao travesseiro te fazem lembrar? De que adianta, meu bem, mentir para si mesma tentando enganar o resto do mundo? Ei, de que adianta ensaiar um sorriso magnífico e uma postura espetacular e lá, no cantinho do seu quarto, desandar? De que adianta desligar o rádio quanto toca aquela música e depois com os fones de ouvido colocar exatamente ela e desligar o mundo? De que adianta perder o olhar na paisagem enquanto viaja ou no teto sem graça do seu quarto quando, na verdade, seu pensamento está nele? De que adianta escrever palavras de consolo para si quando na verdade não há solução para essa dorzinha chata? De que adianta disfarçar e fingir que pouco se importa quando falam algo que lembre ele? De que adianta, meu amor? De que adianta ignorar seus sentimentos se eles não querem ignorar você?

- Gabrielle Roveda

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