16 de maio de 2014

Leio ou não?: O Teorema Katherine - John Green


Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Páginas: 302 páginas.
Nota: ✰✰✰✰✰

John Green virou um dos autores do momento e muitos leitores se puseram a deliciar-se com suas obras. A princípio não enxergava nada de mais nos livros do John, mas minha concepção começou a mudar depois de A Culpa é das Estrelas. Clichê, não? Enfim, minha segunda experiência com o autor se fez na leitura de O Teorema Katherine, que por sinal é um ótimo livro. Desde que li sua sinopse e fiquei sabendo das 19 Katherines do Colin e de suas paixões matematicamente se tornarem teoremas me interessei logo. No entanto, após ler algumas belas páginas o achei um pouco cansativo e repetitivo. O que de fato não faz a reputação do livro descer, pois a história em si é muito boa. John Green trás a matemática na literatura em ficção, o que de fato é de merecimento grandes aplausos. Super criativo, e convenhamos, quem não adora uma pitada de inovação? De criatividade? Então, classifico O Teorema Katherine como um livro diferente dos outros, fato que me fez gostar ainda mais do autor, embora não tanto do livro. 
"- Eu não acho que seja possível preencher um espaço vazio com aquilo que você perdeu. [...] Não acho que nossos pedaços perdidos caibam mais dentro da gente depois que eles se perdem. Como a Katherine. [...] ... se eu de alguma forma a tivesse de volta, ela não encheria o buraco que a perda dela deixou."
Temos como personagem principal Colin Singleton, um carinha super inteligente que queria se destacar e não ser simplesmente alguém com um QI bastante alto. Mas sua vida foi cheia de uma certa coincidência, todas as suas namoradas se chamavam Katherine, exatamente K-A-T-H-E-R-I-N-E, sem tirar ou colocar nenhuma letra. Fato até engraçado, mas o pior disso tudo era que todas elas (pelo que Colin lembrava) haviam terminado com ele. O que fazia dele um Terminado e delas, Terminantes. Após o 19º término de namoro com uma Katherine, Colin decide cair na estrada no Rabecão de Satã com seu melhor amigo Hassan e acabam indo parar em uma cidadezinha do Tennessee, Gutshot, para ver o Túmulo do arquiduque Francisco Ferdinando. Lá conhecem Lindsey Lee Wells, O Outro Colin (namorado dela), sua mãe (praticamente dona de Gutshot) e alguns amigos. Colin e Hassan vivem aventuras inesquecíveis por lá e com a ajuda de seu melhor amigo e de Lindsey, Colin consegue finalmente finalizar seu teorema e enfim aplicá-lo.
" É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela."
A história é contagiante, sim, é. O começo é um pouco lento e massante, mas não chegou a fazer com que eu desistisse. Uma dos principais pontos que chamou minha atenção foi a matemática inclusa. Não, não gosto muito de cálculos e etc. Mas o que John trouxe foi uma ideia super criativa e ele a apresenta no final do livro para que possamos entender a linha de raciocínio de Colin melhor. Certo, confesso, não entendi nem tentando entender! Mas... o que importa é a história né, não o teorema em si. Não é um livro que vou guardar eternamente na minha memória, mas quando perguntarem sobre uma dica de leitura divertida, humorística, inteligente e cheia de matemática vou saber o que receitar. No mais, gostei bastante do modo como o autor expôs sua simples ideia. 


Sinopse (via skoob)

Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.


Trecho do Livro

Quando a água começou a banhar sua quase ausente mas nada definida barriga, ele pensou em Arquimedes. Quando Colin tinha uns 4 anos, leu um livro sobre Arquimedes, o filósofo grego que descobriu, ao se sentar numa banheira, que o volume de qualquer corpo poderia ser calculado com base no deslocamento da água. Ao chegar a essa conclusão, dizem, gritou "Heuréka!" e saiu correndo pelado pela rua. O livro dizia que muitas descobertas importantes continham um "momento eureca". E mesmo então, com tão pouca idade, Colin queria muito ser o autor de descobertas importantes, o que o fez perguntar à mãe assim que ela chegou em casa aquela noite.
- Mamãe, algum dia eu vou ter um "momento eureca"?
- Ah, meu querido - ela disse, pegando sua mão. - Qual é o problema?
- Eu quero ter um momento eureca - ele respondeu, da mesma forma que outra criança teria expressado a vontade de ter uma das Tartarugas Ninja.
Ela encostou as costas da mão na bochecha dele e sorriu, os rostos tão próximos que dava para ele sentir o cheiro de café e maquiagem.
- Mas é claro, Colin, filhinho. É claro que você vai ter.
Só que as mães mentem. Está na descrição do cargo delas.

2 comentários:

  1. Eu tenho esse livro, e ele é um dos meus favoritos. Eu amo matemática então esse livro fez o meu coração bater mais forte.
    www.bygabrielagomes.blogspot.com

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  2. Haha também tentei entender a matemática da coisa e não cheguei nem perto disso :/ triste vida. Mas adorei o livro, achei ele bem divertido. Embora o Colin tenha seus momentos de chatonildo, eu não cheguei a considerar o livro maçante em momento algum, nem mesmo no início. Um pouco lento talvez, mas com uma narrativa brilhante dessas você nem sente.

    Beijos
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

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