4 de julho de 2014

Um texto sobre ballet


Já dizia Carlos Drummond de Andrade "A dança? Não é movimento, súbito gesto musical. É concentração, num momento, da humana graça natural." Dançar não se resume apenas na simplicidade de movimentar-se com graça e alguma técnica, é emoção e sentimento. O Balé Clássico iniciou-se nas cortes da Itália renascentista, atingiu a França, a Rússia e então foi conquistando cada canto do mundo assim como muitos corações apaixonados pela arte, pela dança. Uma das mais singelas formas de expressão que une técnica, equilíbrio, atuação, leveza, postura e harmonia num só corpo. Desde pequenas a maioria das meninas sonha em ser princesa e é dentro de um ambiente cor de rosa onde conseguem aproximar-se disso, assim são apresentadas ao balé. O que para muitas se torna um caminho só de chegada, são apresentadas à diversos obstáculos e condicionadas a não desistirem se sujeitando a todos os tipos de dificuldades dentro desse universo. O balé, do seu modo, também ensina disciplina. Conhece-se a bailarina como um ser mágico, belo, intocável, como aquela que põe-se a girar na ponta dos pés ao tocar Tchaikovsky na caixinha de música. Por trás do que a "imagem" de uma bailarina mostra existem pés machucados, músculos doloridos, horas infinitas de ensaios, lágrimas, dedicação, fins de semana e feriados perdidos, cansaço, existe a entrega física e emocional à dança em troca de humildes aplausos. Uma vez que a arte entra em nossa vida, impregna-se em nossa alma e se torna permanente. O balé não é uma distração, é parte da identidade de um bailarino, uma vez que se carrega a responsabilidade de não apenas aderir técnica mas de trazer à tona cada dia mais o ser humano em sua própria essência. Bailarinos tem coração nobre, uma história de renúncia, sacrifício, entrega, força e amor.Uma grande bailarina, Anna Pavlova entregou a última gota da própria existência em nome da arte e de sua eternização. Faleceu em 1931 de pneumonia e suas últimas palavras foram "Execute o último compasso bem suave", indagando A Morte do Cisne no balé de repertório O Lago dos Cisnes, onde Odette se sacrifica pelo amor. Balé é dança, dança é arte, arte é amor e sem amor não se vive.

- Gabrielle Roveda

2 comentários:

  1. Dá pra perceber pelo seu texto o quanto você ama mesmo o balé. Eu acho lindo, mas só assisto. Nunca me arrisquei a botar as sapatilhas não... E pra ser bem sincera, me arrependo disso.

    Beijos
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Amo muito mesmo! Nunca é tarde para tentar! *-*

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