24 de agosto de 2015

Leio ou não?: As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky

Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco
Gênero: Romance
Páginas: 223 páginas.
Nota: ✰✰✰✰✰

Vou confessar já de início: eu esperava muito mais desse livro. Passei a conhecer o livro depois do lançamento do filme, não assisti ao filme por querer ler a obra tão comentada antes. Pois bem, li e agora tenho como criticar. O livro é contado através de cartas assinadas pelo personagem principal, Charlie, para um alguém que não é especificado. Um ponto legal da obra é exatamente esse, sendo as cartas destinadas à um personagem "invisível", parece que o Charlie conversa com o leitor e é bem interessante essa jogada do autor. Vou direto aos pontos positivos, há muitas citações de livros e músicas durante a leitura, já que o Charlie é um leitor nato e seu professor de inglês lhe concede livros para ele opinar. Quanto as músicas: Charlie tem um ótimo gosto musical e a mania de montar "playlist's" para coisas importantes é bem legal.
"Nós aceitamos o amor que pensamos merecer."
Saindo da ênfase nos pontos positivos e entrando um pouco na história do personagem a primeira característica que se percebe é: o Charlie é tímido e está entrando no High School (ou ensino médio). Mas o personagem não tem amigos e carrega uma carga pesada do seu passado, então ele costuma parecer "invisível" aos outros, até encontrar a Sam e o Patrick, duas pessoas que passam a lhe mostrar tudo da adolescência que o Charlie ainda não viveu (festas, bebidas, garotas, se sentir infinito...enfim). É um livro basicamente sobre amizade, sobre como vamos mudando ao longo das experiências que temos e o quão complicada nossa vida pode se tornar por causa de situações do passado e sentimentos. 
"Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui."
Confesso que o livro trás um tema legal e toda a situação e personalidade do Charlie nos fazem parar e refletir, tal como nos identificarmos com o personagem que volta e meia parece estar conversando com nós. Meu maior ponto negativo é o fato de a leitura ser tão pacata e sem graça. São cartas e poderiam estar muito mais cheias de sentimentos e críticas, mas não estão. Quando o Charlie acha algo legal, é simplesmente legal porque é. Faltou um pouco mais de senso crítico e de sentimentalismo na escrita e isso torna o livro bastante chato de ler. Considero um ponto bastante crucial no desenvolvimento da obra pois o Charlie tem uma história que tem tudo para marcar o leitor.


 Sinopse (via skoob)
Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.


Trecho do livro
[...] Não vou entrar em detalhes sobre isso, mas vou dizer que houveram dias ruins. E alguns lindos dias inesperados. Eu não sei se terei tempo de escrever mais cartas, porque talvez eu possa estar muito ocupado tentando viver. Então, se essa for minha última carta, saiba que estive em uma situação ruim, e você me ajudou. Mesmo que eu não soubesse o que eu estava falando ou conhecesse alguém que já passou por isso, você fez eu não me sentir sozinho. Porque sei que existem pessoas que dizem que essas coisas não acontecem. Que há pessoas que se esquecem do que é ter dezesseis anos quando fazem dezessete. Sei que isso tudo não passará de histórias algum dia, e nossas fotografias um dia serão antigas e todos nós nos tornaremos pais de alguém. Mas nesse momento, esses momentos não são histórias. Isso está acontecendo. Eu estou aqui e estou olhando para ela. E ela é tão linda… e eu consigo enxergar… Este é o momento em que você percebe que você não é uma história triste. Que você está vivo. Você se levanta e vê as luzes nos prédios e tudo que faz você acreditar que está realmente acontecendo. E está ouvindo aquela música, naquele passeio com as pessoas que mais ama nesse mundo. E, nesse momento, eu juro… nós somos infinitos. [...]

4 comentários:

  1. Perdi um tempinho da minha vida lendo esse livro, sério, achei ele uma bosta. :c

    irianneveloso.blogspot.com

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  2. Eu não achei que o livro tenha sido tão mal assim. Até porque é sempre bom ler os livros sem expectativas nenhuma. Eu li o livro primeiro e depois assisti ao filme, por isso não comparei tanto. Até porque eu odeio isso. Mas acho que o livro tem uns quotes bem forte e uma história bastante interessante que poderia ter mais além de um jovem problematico com um relacionamento "um pouco estranho" com a tia.

    Beijocas,
    http://closetdascriacoes.blogspot.com.br/2015/08/dicas-de-decoracao-almofadas.html

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    Respostas
    1. Não achei o livro ruim, achei o desenvolvimento do personagem meio pacato, mas a história tem tudo para ser incrível! ♥

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