18 de agosto de 2015

Leio ou não?: Cidades de Papel - John Green

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Páginas: 368 páginas.
Nota: ✰✰✰✰✰

John Green é quase parte de mim, já li alguns livros dele e outros estão na fila de espera, dentre eles: O Teorema Katherine, Quem é Você, Alasca?, A Culpa é das Estrelas e por fim, Cidades de Papel. Não é um dos meus autores preferidos, na verdade é o tipo de autor que ou você ama e odeia a cada novo livro que lê. Confesso que os únicos livros que gostei foram Quem é Você, Alasca? e o próprio Cidades de Papel justamente pela estrutura e criação dos personagens. Parando para raciocinar sobre os livros que já li, todos os personagens são incrivelmente bem elaborados e inteligentes. Margo Roth Spiegelman logo de início me parecia um pouco com a Alasca, mas a partir do momento que passei a conhecê-la melhor no desenrolar da história me surpreendi tanto quanto o nosso personagem-narrador, Quentin Jacobsen. 
"- Você não está preocupada com o... para sempre? - O para sempre é composto de agoras - Diz Margo [...]"
Quentin era apaixonado por Margo, sua vizinha, desde a infância quando brincavam juntos, mas o tempo passou e o presente do livro se passa no último ano da escola e pré-formatura, onde Margo já lhe é praticamente uma estranha. Jamais ele poderia imaginar que a adorável e enigmática vizinha fosse invadir sua janela e convidá-lo para ser cúmplice de um plano de vingança bem elaborado numa madrugada qualquer. Mas Margo havia o escolhido para aquelas brincadeira, não importando se era apenas pelo motorista e ajudante Quentin, pela minivan de sua mãe, pela infância compartilhada ou por, quem sabe, ter uma quedinha pelo Q de dez anos. Numa madrugada que parecia infinita cheia de peixes, spray azul, invasões de domicílio ou arrombamentos, SeaWorld, cobras e seguranças a chave certa para terminar seria um abraço e o sumiço de Margo na manhã seguinte. E é depois que Margo resolve fugir de casa mais uma vez que a história começa a se desenrolar com pistas, brincadeiras, enigmas e fatos que nos mostram que ninguém é realmente o que parece ser. (Isso me lembra um texto que escrevi há uns dias atrás sobre o assunto: esse
"Basta lembrar que, às vezes, a forma como você pensa sobre as pessoas não é a maneira como elas realmente são."
John Green sempre consegue me surpreender por seus enredos enigmáticos e super bem pensados, não me decepcionei em nenhuma obra sua nesse quesito e, na minha opinião, acho que é o que mais caracteriza o autor e seu modo de escrever. John conseguiu tirar do primeiro lugar no pódio dos seus melhores livros o título de Quem é Você, Alasca? e deu lugar à Cidades de Papel. Juro que não esperava muito da história pois não havia me chamado atenção, tampouco resolvi pesquisar sobre. Foi só depois de lançar o filme e o trailer chamar minha atenção (tal como a lindíssima Cara Delevingne no papel de Margo) é que resolvi ler as origens do que tinha ido para o cinema. Não me arrependo nem um pouco da leitura e afirmo o quão rápido e fácil foi desfrutar de mais uma boa obra de John, se tornou um dos favoritos. 



Sinopse (via skoob)
Nesse romance do premiado escritor John Green, o adolescente Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que, certa noite, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que Margo desapareceu. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava conhecer.


Trecho do livro
[...] - Gosto dos fios. Sempre gostei. Porque é exatamente assim que eu me sinto. No entanto acho que eles fazem a dor parecer mais fatal do que realmente é. Não somos tão frágeis quanto os fios nos fariam acreditar. E gosto da relva também. Foi ela que me trouxe até você, que me ajudou a imaginá-lo como uma pessoa de verdade. Mas não somos brotos diferentes da mesma planta. Eu não consigo ser você. Você não consegue ser eu. Por mais que você imagine o outro nunca o imaginará com perfeição, não é?
       Talvez seja mais como o que você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado como um navio inteiramente à prova d'água. Mas as coisas vão acontecendo... as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos... e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. Quando começa a chover dentro do Osprey, ele nunca vai voltar a ser o que era. Mas ainda há um tempo em que o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós nos rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros, porque vemos além de nós mesmos, através de nossas rachaduras, e vemos dentro dos outros através das rachaduras deles. Quando foi que nos olhamos cara a cara? Não até que você tivesse visto através das minhas rachaduras, e eu, das suas. Antes disso, estávamos apenas observando a ideia que fazíamos um do outro, tipo olhando para sua persiana sem nunca enxergar o quarto lá dentro. Mas, uma vez que o navio se racha, a luz consegue entrar. E a luz consegue sair. [...]"

2 comentários:

  1. Olá, tudo bem??

    Estou exatamente nesse dilema se leio ou não leio cidade de papel... Gostei bastante da sua resenha, e ela despertou uma vontade de ler, quem sabe eu não embarco como próxima leitura! Concordo com você em relação a construção dos personagens do John Green, são muito bem elaborados

    XOXO
    umnovo-roteiro.blogspot.com

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    Respostas
    1. Fiquei assim por um bom tempo! hahaha
      Vai com tudo, é muito bom o livro! John Green sendo John Green sempre! ♥

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