15 de outubro de 2015

10 coisas que aprendi sendo bailarina

Estava indo para a passagem de palco de um concurso hoje mesmo e no carro pensei num projeto para o blog, como faço mil coisas e sempre procuro tirar aprendizado de tudo resolvi criar o "10 coisas que aprendi com/sendo/sobre"... a primeira coisa que pensei foi no Ballet Clássico e no que aprendi sendo bailarina. Voilá?
** Quem quiser aderir ao projeto fique a vontade, mas por favor, um crédito mínimo é só respeito.

1. Sorrir sempre, independente do que esteja sentindo.
Aprendi que uma bailarina sem um sorriso no rosto não é uma bailarina completa, exceto em fatos onde a interpretação exige outro tipo de feição (claro). Mas enfim, na maioria dos casos o teu sorriso é o que mostra aquilo que a tua dança quer transparecer. Uma bailarina pode ter técnica, ser alongada, leve e incrível no palco, mas se não estiver com uma expressão que combine com o seu corporal desaba tudo. Pois apenas o fato de sorrir nos faz ficarmos felizes (diz a ciência) e nada melhor do que mostrar para aqueles que te assistem o quanto feliz se está por simplesmente estar fazendo algo que gosta, não falo isso só na dança, mas na vida. Algo que levo comigo sempre: sorrir, independente de tudo.

2. Todo esforço vem com recompensa.
Sempre fui uma pessoa determinada, seja simplesmente para limpar a casa ou nesse caso, me tornar melhor no ballet clássico. E convenhamos, quem já foi ou ainda é bailarina(o) sabe que nesse espaço é preciso de muito esforço, dedicação e acima de tudo: paciência. Uma perna não sobe 180° de um dia para o outro e quando subir ainda há todo o trabalho muscular de força para que possamos manter ela lá em cima... Não é fácil, mas no fim toda bailarina sabe que os mínimos esforços diários virão com recompensa. O negócio é não desistir quando se quer muito e trabalhar para se orgulhar de si mesma depois.  

3. Seu corpo é seu melhor aliado.
Estar preparado fisicamente é algo que qualquer dançarino, esportista, aventureiro, que seja tem de estar. Mas manter o corpo como um aliado é um pouco mais complexo, além de cuidar de si com a alimentação equilibrada e saudável, atividade física, etc, uma bailarina tem que saber quando e como exceder seus limites. Afinal é do seu corpo que você precisa num palco, é do movimento que você treinou por dias para dar certo. Enfim, você precisa de você e nada melhor que se ter como aliada no palco da dança e da vida. 

4. Alguns limites são temporários.
Toda bailarina sabe até onde consegue chegar, conhecendo seu próprio limite para sentir uma dor saudável, mas também sabe que esse limite de hoje na próxima semana não será mais do que um pequeno esforço e haverá um novo limite para se chegar. Saber conhecer os próprios pontos de limitação é essencial, mas saber a hora de progredir é muito importante, por isso qualquer limite que hoje você está se pondo, saberá que daqui um tempo serão só barreiras das quais você ultrapassou e hoje não enxerga mais dificuldades em ultrapassar novamente.

5. Uma bailarina não para.
Uma bailarina sempre está em busca de melhorias para si, ou seja, ela não para. Acho que no fundo o Ballet se torna um vício constante, não conseguimos largar nem fora de salas de ensaio. Eu, por exemplo, me pego na rua caminhando como uma bailarina, parando em posições de ballet antes de o semáforo abrir e até quando vou ler estou me alongando para não perder o foco. Acaba se tornando um estilo de vida, pois a maioria das bailarinas estão em busca da perfeição. Mesmo que a tal da perfeição não exista e que estejamos muito bem cientes disso, há sempre uma chance da gente tentar ser melhor, não há? 
6. A melhor sensação é o frio na barriga.
Quem não gosta de se apaixonar? Aquelas borboletas no estômago, o frio na barriga, o arrepio contínuo quando se chega perto da pessoa. Pois bem, cada novo palco para nós é uma paixão diferente. Estar na coxia, entre o reflexo das luzes que vem do palco e a escuridão da espera é a melhor sensação que existe, estar prestes a mostrar para que você se esforçou tanto é uma sensação de orgulho super saudável. Aquele é o momento da junção dos corações, é você, o palco, a plateia e dependendo das ocasiões, a(s) pessoa(s) que dançarão ao seu lado. E por mais que aquele seja um momento a ser dividido com todo esse conjunto, em certas ocasiões mais até o acréscimo de jurados e críticos por lazer, você sabe que aquele é o seu momento e por ser o seu momento tudo aquilo se torna especial

7. É preciso amar o que se faz.
Já te disseram alguma vez que você faz bem tudo aquilo que ama fazer? Então, no Ballet não seria diferente. É preciso amar o que faz, amar muito. Tem pessoas que levam apenas por lazer algumas coisas, outras fazem por obrigação e todas essas pessoas não se divertem fazendo o que não gostam ou apenas o que acham que tem que fazer. É necessário dar seu coração às coisas que gosta, sou da opinião de que se for para fazer sem vontade, sem uma felicidade interior, sem amor, nem faça! Não acho que a pessoa deva gastar dinheiro e tempo em algo que não lhe traga sorrisos, alguma realização no final ou um esforço que não acarretará em algo no futuro.

8. Disciplina é fundamental.
Ta bom, lá vem eu com o papo da sua mãe. Que seja, é a mais pura verdade. Aprendemos a ter disciplina desde pequenos e seguir com isso numa fase onde você é mais autoritário sobre você pode ser até complicado, mas é fundamental. No Ballet o negócio de disciplina é saber seguir as normas impostas, estar com o uniforme de dança, com o cabelo num coque, com grampos na mochila, saber respeitar colegas e professores, cuidar de si, do figurino, das pessoas ao seu redor, ser educada, enfim. Acho que na vida ser disciplinado é um passo a frente para tudo, por isso é bom começar desde cedo.

9. Respirar suavemente e manter a postura sempre.
Vamos encarar os fatos, uma bailarina para se manter no eixo num giro precisa manter a postura, respirar, marcar a cabeça, segurar o abdomen, encaixar os ísquios e manter braços e pernas de acordo com o movimento. Certo? Certo. Mas vamos falar uma linguagem que todo mundo entenda, respirar nas situações mais difíceis (como num giro ou qualquer outro passo de Ballet, convenhamos) e manter a postura sempre é essencial, já que tem muita coisa que nos tira do eixo e do sério. Precisamos saber nosso lugar, confiar em nós mesmos e principalmente entender quando é a hora de agir ou falar. 

10. Você pode ser você mesmo dentro de padrões e regras.
Sabe aquela história dos padrões da sociedade quem ninguém se encaixa e vira um tipo de trauma na cabeça de muitas pessoas? Para uma bailarina não é diferente, pense comigo: bailarinas são vistas como magras, esbeltas, lindas, delicadas, maravilhosas, p-e-r-f-e-i-t-a-s. Maaaas, não é bem assim não. Justamente por existir esse padrão ridículo muitas bailarinas que teriam tudo para serem incríveis, não são. Sabem por quê? Por quererem ser o que outra é e esquecer da própria essência. Então, esquece essa de que bailarina tem que ter a perna longa, a barriga reta, o pescoço comprido ou seja lá o que for, seja você, única e perfeita ao seu jeito, coloque um sorriso no rosto e pronto. Se você se aceita, o mundo inteiro vai começar a te aceitar também. Afinal, ao que acredito: todo mundo pode ser o que quiser, desde que acredite que pode.

4 comentários:

  1. Que coisa mais linda! De todo o coração, eu admiro muito vocês, realmente me enche o coração estar em contato com sua arte (e eu sempre estou)! Parabéns pelas lições. Um beijo <3 48janeiros

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    1. Awn, que linda! ♥
      Obrigada flor e que sempre haja inspiração na arte para todos! ♥

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  2. Amei o post s2 excelentes pontos. Já fui bailarina na infância, mas parei quando mudei de cidade, arrependo-me até hoje, dança é a arte que mais amo e dói não ter continuado. Mas eu supero rs
    Ballet realmente tem lições incríveis, e sorrir é uma das mais bonitas <3
    Adorei o post, Gabi. Um beijo

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    Respostas
    1. Digo o mesmo, dança é arte que mais amo. Se bem que sou meio apaixonada por todas as artes, então... sou suspeita em falar.
      Nunca é tarde para dançar ballet, vai por mim, até os 16 eu era bailarina de cozinha, enquanto ajudava minha mãe nos afazeres eu fazia os passinhos que mal sabia os nomes e sempre me considerei uma bailarina. Só oficializei meu sonho há 3 anos atrás. ♥
      Tem lições incríveis, sorrir sempre! Que bom que gostou flor ♥

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