24 de outubro de 2015

Leio ou não?: 172 Horas na Lua - Johan Harstad

Autor: Johan Harstad
Editora: Novo Conceito
Gênero: Suspense
Páginas: 288 páginas.
Nota: ✰✰✰✰

A Novo conceito sempre me surpreende com os lançamentos, diga se de passagem. E sempre que encontro um novo título furo a lista interminável de leitura só para me dedicar à essa obra em questão. Pois bem, foi assim com 172 Horas na Lua, interrompi o mundo para ler e não é que valeu a pena. Primeiro deixa eu falar do diferencial do livro, a diagramação é completamente linda, de tirar suspiros. Todas as páginas são bem elaboradas para nos sentirmos dentro da história, o autor e a editora fizeram um trabalho lindo acrescentando fotos, panfletos e mapas para sentirmos melhor a história e nos enxergarmos dentro dela. E por incrível que pareça, isso me conquistou logo depois da sinopse rapidinho.
"Como as pessoas mais sortudas do mundo, vocês também carregarão grande responsabilidade."
Há três personagens principais e mais os personagem que integram a NASA, os capítulos são alternados entre os adolescentes Mia, Midori e Antonie, mas também entre um ex-astronauta que está numa casa de repouso com as memórias perdidas e o pessoal da NASA que elabora a viagem. Cada um dos adolescentes tem uma história e um porque de ter participado do concurso que elegeria três pessoas para ir à lua por 172 horas e mais alguns meses de treinamento numa base chamada DARLAH 2 até então desconhecida até pelo próprio pessoal da NASA. Enfim, até o fato de a galerinha embarcar para o espaço o livro chega a ser chatinho, mas depois que as coisas começam a tomar forma a opinião é totalmente diferente. Johan Harstad conseguiu trazer um universo paralelo e desconhecido ao nosso mundo fazendo assim passarmos a olhar para o espaço de outra maneira, especialmente para a lua. 
"O tempo era uma lesma grudenta e preguiçosa."
O negócio é o seguinte, há algo na lua que a NASA pretende descobrir, mas para isso precisam da ajuda do mundo financeiramente e dos olhos espectadores trazendo um brilho novo à corporação. Então é aí que eles usam os adolescentes numa arriscada aventura e colocam em jogo a vida de cinco dos seus próprios astronautas. Maaas, não posso revelar muito mais sobre livro pois garantiria spoilers. Um fato que achei desnecessário foi a existência do personagem ex-astronauta com as memórias falhando, ele não foi útil para nada e teve capítulos especiais só para ele, simplesmente esteve ali para encher páginas. Mas no resto a história conquista, a cada capítulo queremos ler o próximo sem hesitar.  O assunto acaba prendendo tanto que num piscar de olhos percebemos que devoramos o livro todo e como é gostoso ler um livro todo organizado, com um enredo incrível e de uma beleza sensacional.
Sinopse (via skoob):
O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez. Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano. Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviando mais ninguém à Lua. Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer... Prepare-se para a contagem regressiva.

Trecho do livro:
    [...] - Chama-se DARLAH 2. Foi construída na década de setenta com o nome de Operação DP7.
    - Mas por que… diabos… por que nenhum de nós ouviu falar dela antes?
    - Todas as informações a respeito de DARLAH 2 foram consideradas ultrassecretas até recentemente. Por motivos de segurança. - Ele parou por um segundo, avaliando se deveria ou não contar mais.
    O dr. XXXXXX adiantou-se a ele na explicação:
    - A DARLAH 2 foi construída entre 1974 e 1976. Mas a base fica no Mar da Tranquilidade, onde, como vocês sabem, Armstrong e Aldrin pousaram originalmente em 1969. Nenhuma das outras alunissagens aconteceu lá.
    - Por que foi construída? - perguntou um dos homens que estivera quieto até agora.
    - Encontramos algo - respondeu o dr. XXX XXX.
    - Pode ser mais claro?
    - Não sabemos o que é. O plano era manter os estudos e a equipe na Lua, mas, como já sabem, depois de 1976 nós perdemos a maior parte da verba. E, como sugeri, o programa não foi encerrado apenas por motivos financeiros. A verdade é que… o que encontramos lá não é o tipo de descoberta que alguém pagaria para continuarmos pesquisando. Seríamos convidados a ignorar o assunto. Então, fingimos que nunca existiu… e, de todo modo, o sinal desapareceu.
    - Até a coisa surgir outra vez no último outono - acrescentou o presidente do Estado-Maior.
    - O sinal? A coisa? Que diabos é a coisa?! - exclamou um homem, confuso.
    O dr. XXXXXX encarou-o enquanto falava, depois se inclinou para a frente e tirou algo da maleta. Era uma pasta de papel, que ele colocou sobre a mesa, e dela tirou uma foto tamanho 4 x 6.
    - Esta foto foi tirada na Lua por James Irwin, da Apollo 15. O astronauta na foto é David R. Scott.
    - Mas… quem é a outra pessoa ao fundo? - perguntou alguém.
    - Não sabemos.
    - Não sabem? Que diabos está havendo aqui? [...]

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