2 de outubro de 2015

Leio ou não?: Eve & Adam - M. Grant e K. Applegate

Autor: Michael Grant e Katherine Applegate
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance
Páginas: 269 páginas.
Nota: ✰✰✰✰

Esse foi o tipo de livro que li e me senti diferente do que costumo ler sempre, com um tema mais científico e um romance complicado Eve & Adam realmente me fez sentir o gostinho de "quero mais". A escrita do Michael e da Katherine tem uma leveza incrível, você começa a ler e quando vê já passou da metade do livro sem nem perceber. Uma leitura muito fácil, apesar de não parecer por conta de abordar um tema científico, como o da clonagem humana ou da criação de pessoas através de máquinas. Outra coisa que realmente eu gosto nos livros são capítulos curtos, no meu ver fazem com que a gente leia cada vez mais e como gosto de sempre terminar o que comecei não consigo parar na metade de um capítulo muito longo e o livro é extremamente bem dividido. 
"Todo mundo devia ter defeitos. Não é isso que nos torna interessantes? Não é isso que nos impede de sermos cópias um dos outros?"
Para não fugir mais do que convém, Eve é a filha de Terra Spiker dona do maior centro de ciência biofarmacêutico de San Francisco, o Spiker Biopharm. Porém, ela não sabe muito bem o que a mãe faz em tantos andares do prédio, sabe que é quem ajuda milhares de pessoas que sofrem de doenças que poderiam ser incuráveis, mas não conhece o lado negro da profissão. Até que se machuca gravemente num acidente e vai parar no hospital, quando sua mãe lhe tira de lá imediatamente por um motivo que vai mudar toda a concepção de Eve em relação à mãe e sua profissão. Nessa reviravolta toda ela conhece Solo, um garoto quase da idade dela que não deveria estar trabalhando entre as paredes de algo grande e inteligente como aquilo, mas que por certos motivos viveu sua vida na Spiker Biopharm. E ele gosta dela, mas não tanto assim da Terra Spiker e quem sabe ache engraçada a melhor amiga Aislin que não demonstra ser tão "cérebro" como o resto do pessoal. 
"Ele ri. E tem uma risada bacana. Droga. Queria que a risada dele não fosse tão legal. Ele é um desvio temporário na minha vida. Não é o meu tipo. Só pela risada. Talvez os olhos. Não o sorriso, nem os cabelos, que precisam ser cortados, e sinto vontade de pegar a faca e cortá-los eu mesma."
É aí que entra uma certa diversão para a Eve, que já há tempos se sente presa e sem nada para fazer naquele lugar onde a mãe vive trabalhando e quase morando. Já que a mãe não gosta muito de Aislin e parece não querer que Solo chegue perto dela, Terra Spiker resolve lhe dar algo para passar o tempo. Ou brincar, como Eve prefere dizer. Uma máquina onde ela pode desenvolver o ser humano que quiser, desde olhos à tendência para músculos e até o cérebro. O que Eve não sabe é que brincar de Deus não é assim tão divertido e sem responsabilidades. O livro é alternado em três personagem, embora Eve seja a principal, mas Solo e Adam (a criação de Eve) tenham um espaço garantido no livro. Não é o tipo de livro que me surpreendi no final, nem o tipo de que vou guardar para sempre na memória, mas é um tema sério com um bom pouco de diversão e algo que foge bastante do que costumamos ler. É criativo o suficiente para valer a pena. 

  
Sinopse (via skoob)
Filha única da poderosa e fria geneticista Terra Spiker, Eve fica entre a vida e a morte depois de sofrer um acidente de carro. O processo de cura no misterioso laboratório Spiker transcorre com uma rapidez impressionante, o que desperta a curiosidade da menina. Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio: Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular gens humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida! Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição.


Trecho do livro
[...] - Então, quando conseguiremos fazer a unidade dele? - Aislin pergunta, olhando para o monitor enorme.
  - Dele o quê?
  - Exatamente, o "o quê" dele. Seu "uau, o que é isso?". Aquela região.
  - Está se referindo às partes de menino dele? - Estou tentando parecer indiferente. Indiferente não funciona muito bem com a frase "partes de menino". Mas, no meu embaraço, não consigo pensar em frase melhor.
  - Você acabou de dizer "partes de menino"? - Aislin pergunta, aproximando uma cadeira.
  - Você tem que fazer as coisas na ordem. É assim que o software funciona - explico. - Primeiro você tem que decidir a respeito das partes físicas mais simples. Hoje cedo cuidei dos olhos.
  - Você está dizendo os olhos dele. - Aislin me observa digitar no teclado. - Você está fazendo um homem, certo?
  Concordo.
  - Isso é uma garota.
  Toque, toque, clique. Adoro esse software. É como fazer arte, mas sem o medo do fracasso. Criação, com uma tecla salvadora de "delete".
  Clico em um botão chamado "Mostre-me". A tela na parede mostra duas íris enormes. Só íris. Nada mais.
  - Credo! - Aislin  exclama. - Que diabos é isso? [...]

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