9 de outubro de 2015

Um monólogo sobre você

Na verdade, eu não sei como começar esse texto. Para ser mais sincera, não deveria nem estar rabiscando um monólogo para você, sei que não lê um terço do que tento descrever. Sabe, eu deveria parar de me importar tanto com alguém que aparentemente não sente o mesmo grau de importância. Parar de ver demais em meias palavras, parar de enxergar doçura onde não há nem um cristal de açúcar. É, eu sei bem, coisa chata essa de ser intensa. Mas eu sou isso mesmo e bem que eu queria não ser para não aguentar as peças que meus próprios pensamentos me pregam.

Sinto falta de uma conversa boa que não termine ao acaso e que comece com um nervosismo besta. Não sei se espero muito de você e me decepciono, como costumo fazer ou se aprendo a esperar pouco de todo mundo e me acostumo com as pessoas me surpreendendo. Sabia que saudade dói e que estar perto é a cura? Eu sei, precoce, como sempre. Essa sou eu, já falei isso né? Um café me faria bem, olhar o pôr do sol por alguns minutos me faria bem, não peço mais que o simples ao teu lado. 

Queria dizer que é impossível dormir tranquila sem imaginar o teu olhar, sem criar um diálogo que não vai acontecer antes de enfim cair no sono. Sei que crio histórias e esse é o meu papel como escritora, mas essa mania idiota faz eu te pensar como um personagem nos meus sonhos. Um personagem do tipo que eu não tenho autoridade e do tipo que é tão real que tem vida própria. Uma vida em que eu mal estou inclusa.

Dói sabia, dói bastante o fato de querer muito algo e meio que não conseguir. Quem sabe se afastar seja uma boa ideia e é nisso que penso bastante quando acabo percebendo que me envolvo demais. Mas parece que quanto mais eu me afasto, você encontra alguma maneira e me encontra. E lá vem você com suas meias palavras, meios diálogos, me encanta e some outra vez. E eu fico como depois? Não é tão fácil quando não se sabe muito bem controlar o coração. 

Sabe, eu tento fugir dos meus sentimentos. Mas fugir de mim mesma é uma fuga ridícula, termina comigo sendo a vítima de qualquer maneira. E quando você reaparece das cinzas, eu perco o chão sempre. Não é tão legal quanto pode parecer e nem tão engraçado. Eu poderia dizer que atos simples como um olhar perdido ao longe em mim não me fariam criar memórias fantasiosas, mas eu também poderia dizer que você não importa para mim e seria mentira. Isso é sobre você, embora ache que não, e se por acaso meu monólogo ridículo te afetar de alguma forma me chama com meias palavras só para me lembrar de olhar o céu à noite e me sentir menos sozinha na companhia das estrelas e de um luar incrível.

4 comentários:

  1. Gabrielle como lidar com esse texto me diz? rs parece que você escreveu pra mim, sério!
    Amo a sua escrita, parabéns linda <3

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    1. Awn, que bom que gostou Nicolly! Adoro ler esses comentários <3
      Obrigada, obrigada, obrigada flor!

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  2. Que intenso, Gabi. Primeiro, quero dizer que as fotos do teu insta na barrinha ao lado estão L I N D A S. Como lidar? haha
    Segundo, ser intensa assim nos complica de vez em sempre, né?
    E não aceitemos nada pela metade. Nós somos inteiras, merecemos alguém que se doe por inteiro também!! Um beijo!

    Com carinho, Beca; Café de Beira de Estrada

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    1. Awn, que nada, mas que bom que você gostou! <3 <3
      Sempre nos complica essa intensidade toda... claro que merecemos alguém por inteiro! <3

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