16 de março de 2016

Leio ou não?: O Pequeno Príncipe - Antonie de Saint-Exupéry

Autor: Antonie de Saint-Exupéry
Editora: Agir
Gênero: Fábula
Páginas:  93 páginas.
Nota: ✰✰✰✰✰

Quando se fala em literatura infantil é impossível não viajar direto para o mundo do pequeno príncipe apaixonado por uma rosa que aprendeu a cativar e fez de uma raposa igual a mil outras única. Sim, um príncipe que nos trás incríveis lições em menos de 100 páginas. É difícil conhecer alguém que já não tenha lido e tirado ótimos proveitos dessa leitura tão incrível. Antonie de Saint-Exupéry, diretamente da França, criou uma fábula de fazer brilhar os olhos e aquecer o coração não só das crianças ou adolescentes, mas de um público bem mais geral.
"O amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte."
Para quem não conhece a história ainda, nosso narrador-personagem é um aviador que pousou no deserto numa emergência, mas para sair de lá precisa consertar seu avião e nesse meio tempo ele é abordado pelo garotinho loiro que lhe pede um simples desenho de um carneiro. A partir daí o aviador passa a conhecer um pouco mais o misterioso garotinho, suas aventuras, seu amor incondicional pela sua rosa, o modo como cativou a raposa e fez dela única no mundo e seus objetivos até o momento em que se tem que dizer adeus. 
"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz!"
O livro reúne grandes metáforas incríveis, na verdade é repleto de frases marcantes, simbolismo e de convites para parar e pensar sobre algumas atrocidades da vida. Embora seja destinado ao público mais jovem, com certeza é quase uma leitura obrigatória para todos nós. A leitura flui muito rapidamente e as 93 páginas são devoradas em pouquíssimo tempo, sem contar que as aquarelas do autor dão vida ao personagem fazendo com que nos conectemos muito mais com o pequeno "principezinho". É realmente impossível não se apegar aos personagens e à história no geral.
 Sinopse (via skoob):
Um rei pensava que todos eram seus súditos, apesar de não haver ninguém por perto. Um homem de negócios se dizia muito sério e ocupado, mas não tinha tempo para sonhar. Um bêbado bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber. Um geógrafo se dizia sábio mas não sabia nada da geografia do seu próprio país. Assim, cada personagem mostra o quanto as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa, personagem que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo do amor: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos".
Trecho do livro:
   "[...] O pequeno príncipe foi rever as rosas:
   - Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
   E as rosas ficaram desapontadas.
   - Sois belas, mas vazias - continuou ele. - Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela que eu reguei. Foi ela que pus sob a redoma. Foi ela que abriguei com o para-vento. Foi por ela que eu matei as larvas (exceto duas ou três, por causa das borboletas). Foi ela que eu escutei se queixar ou se gabar, ou mesmo calar-se algumas vezes, já que ela é a minha rosa.

4 comentários:

  1. Olha, é um livro legal e tudo mais só que tem muita coisa que te faz pensar que é bonitinho e só é bom na teoria, algumas frases (que rolam na internet), tem até treta do Padre Fábio de Melo falando sobre isso.

    irianneveloso.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gosto do livro pela analogia toda que o autor faz em relação à época em que estava vivendo e algumas situações por quais passava. Ela meio que faz um julgamento sem muitas pretensões sobre a vida em si, sobre como anda a humanidade... principalmente quando o príncipe passa pelos planetas e encontra diversas personalidades diferentes que refletem muito o que as pessoas vem se tornando, deixando a essência de lado para se apegarem aos seus vícios (sejam eles: trabalho, arrogância, orgulho, etc). Acho que o livro tem uma grande lição de moral que, pelo menos para mim, não ficou só na teoria... Vou ver o vídeo do Padre Fábio de Melo, fiquei curiosa!

      Excluir
  2. Eu acho esse livro um amor. Apesar do que a menina falou acima, não acredito que seja só na teoria, grande parte do livro fala sobre a gratidão, sobre o amor, amizade, bens imateriais e importantíssimos. É um livro com uma lição incrível e que todo mundo deveria ler pelo menos uma vez na vida ♥

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também acho ele um amorzinho, é um livro para reler sempre! ♥

      Excluir

Seja mais do que bem-vindo!

Não esqueça de voltar.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...