28 de novembro de 2016

Ela não é tudo isso, mas é ela mesma

Não é como se fosse um projeto de boneca perfeita feita exatamente para agradar, pelo contrário cara, ela não é perfeita e nem quer ser. Ela não é tudo isso que mostram nas revistas, o corpo não é escultural e o mais bonito é que photoshop nenhum esconde as cicatrizes nos joelhos de menina pirralha. Ela não é nem de longe o modelo de exemplo da sociedade, não tem os olhos mais lindos do mundo, mas tem o olhar mais sincero de todos e isso é o que realmente vale. 

Não nasceu pré-determinada, mal sabe o que fazer do próprio futuro mesmo que siga em frente com os objetivos. É desastrada e não tem vergonha de admitir as próprias falhas. Ela é sincera, sabe o que não quer e não lida bem entre escolher aquilo que quer. É uma pessoa qualquer cheia de sonhos e desapontamentos que vive batendo o dedinho na quina dos móveis quando esquece o horário de acordar. Ela é atrasada, desengonçada, anda esquisito e tem manias estranhas, mas é ela mesma.

Ela não é tudo isso que vivem procurando por aí, não tem o melhor cabelo do mundo e o sorriso nem é tão bonitinho assim, porém é extremamente espontâneo. Ela é leve o suficiente para parecer linda sem ser tudo isso, tem uma voz que contagia e uma risada que faz o mundo querer rir junto. Não, ela não anda com roupas da moda, prefere calça de moletom ou cara limpa no dia-a-dia e tudo isso, ao invés de deixá-la ridícula, a deixa cada vez mais linda.

Ela não se importa com as peculiaridades da ditadura da beleza, ela tem personalidade própria para não se deixar levar pela poluição informativa. Não é do tipo que chama atenção, quando passa quase ninguém olha e talvez, quando olhem vão rir do modo descontraído de se portar. Mal sabem esses que o mais importante não é beirar o ridículo para o mundo e sim, sentir-se bem consigo mesma. E ela preza a sua autoestima, ela se conhece tão bem que não se abala com as fofocas corridas. 

Ela é tão ela mesma que gera inveja ao redor, uma inveja que ela transforma em amor no filtro da sabedoria e envia de volta. Ela não segue padrões expostos, faz um pouco de tudo por simples prazer e nesse tudo, nada é certo. Ela tenta e não desiste de ser diferente na vida, não quer andar na linha tênue robotizada da humanidade, ela é diferente. 

É extravagante, despreocupada, não sente vergonha de expor sua criança interior na vida adulta, é decidida, tem um foco extremo e uma preguiça incontrolável. Ela não é um exemplo a ser seguido, não merece aplausos por seus feitos e não é dona de uma vida invejável. Ela é simplesmente ela mesma, sem mistérios. Por fora um poço de liberdade, uma vida aberta sem medo de expor seus sentimentos, por dentro um labirinto infinito de descobertas cada vez mais incríveis.

Não se deixa abalar pelos desprezos ocultos, não se importa com os olhares tortos. Ela retribuí o mundo sorrindo, é grata por cada novo dia. Por cada novo brilho no olhar e ensinamento diário. Ela é dona de si, preza o autoconhecimento e não tem vergonha de dizer que prefere um livro à uma festa até a madrugada. Bebe suco de laranja em meio a gente bêbada de dores esquecidas e sabe ser feliz sem precisar de outras essências além da dela. Cara, ela não é tudo isso que almejam por aí, mas o que faz dela tão interessante é que é apenas, ela mesma.

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