26 de junho de 2017

Você é a pessoa gostaria de conhecer?

Frequentemente colocamos um padrão de personalidade perfeita inconsciente na nossa mente, isso não é ruim, é involuntário. Com o tempo vamos conhecendo pessoas e filtrando personalidades que queremos manter por perto, mas você já parou para pensar que quem você deseja ter por perto deveria ser, antes de tudo, você mesma? O que eu quero dizer, embora um pouco confuso, é que antes de buscarmos essas tais pessoas deveríamos nos questionar se somos aquilo que queremos ter por perto também. 

Fácil é você desejar mil coisas de alguém, mas não saber ser um terço delas para o outro. Se a vida fosse assim, apenas receberíamos e nada entregaríamos e não é bem assim que funciona. Aí está o momento em que entra a empatia nessa história toda. A pergunta que fica depois desse raciocínio breve é: você é a pessoa que gostaria de conhecer?

Digo, você realmente faz aquilo tudo que deseja que façam por você? Age como gostaria que agissem diante dos seus dramas, das suas novidades, do seu jeito de levar o mundo? Usa as palavras pensando no impacto que elas podem ter na vida alheia? Se não, como é que deseja que alguém faça tudo isso por você? A questão final beira a reciprocidade, empatia e correspondência de fato.

Somos tentados a exigir atitudes diante de várias situações, muitas vezes aceitamos calados, mas no interior aquela vontadezinha de ter recebido um carinho maior diante de alguma situação fica incomodando... porém, pense ao contrário, e se fosse você, teria agido diferente? Realmente? Seja sincero consigo mesmo. 

Reclamar do mundo é tão simples, a gente costuma dizer que o pessoal na rua não sorri, não percebe que a vida vai além da rotina e das obrigações, mas você já sorriu para um estranho hoje? Já fez sua boa ação do dia, nem que seja dar qualquer informação ou ajuda sobre algo que sabe? Compartilhar boas atitudes, faz com que o universo lhe traga boas coisas também. Pense comigo, nosso mundinho é uma grande bola que gira incansavelmente, consequentemente nesse círculo vicioso, coisas vão, mas voltam de alguma forma também.

Empatia deveria ser o assunto do século, sem ela o mundo é mesquinho demais para sobreviver a arrogância humana. E a partir dela contatamos outros sentimentos humanos que nos inserem numa sociedade, definitivamente, mais humana. Onde a ignorância e arrogância dão lugar à compreensão emocional, à pessoas que pensam mais nas próprias atitudes diante do mundo e sabem interpretar as futuras consequências dos próprios atos. 

Não se faz alguma coisa esperando algo igual ou melhor em troca, mas é importante saber quem é você nesse planetinha, qual o seu lugar nesse mundo e o quanto acha que pode colaborar para tudo ficar mais agradável ao seu redor. Se você parar, olhar para si e concluir que é a pessoa que gostaria de conhecer, muito bem. Agora, se você acha que o que deseja, você mesmo não tem, passe a se auto-conhecer e praticar aquilo que espera antes de exigir isso de alguém. 

4 comentários:

  1. Grande verdade, temos o hábito de exigir um determinado padrão das pessoas. Queremos atitudes e um jeito considerado certo na nossa percepção, mas quanto a nós? Deixamos de lado esse contexto ee será que somos agradaveis aos olhos dos outros como queremos que o outro seja ao nosso. Sim, é realmente complexo isso, mas o fato é que temos que cobrar mais de nós do que do outro, quando mudamos, muita coisa ao redor também muda, e o que achamos defeito no outro, talvez não seja.

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    1. Exato, temos que passar a enxergar o mundo além do nosso próprio horizonte.

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  2. Volta e meia eu penso “como as pessoas estão me vendo?”. E a palavra-chave realmente é “empatia” como você falou. Não entendo muito essa nossa forma automática e bastante hipócrita de esperar comportamentos e atitudes alheias baseando somente na nossa percepção. A gente não faz ideia do que o outro está vendo em nós e como isso o afeta. Acho que precisamos nos colocar mais no lugar do outro. Mas toda essa percepção, tanto nossa quanto do próximo, é muito complicada. Precisamos estar conscientes para entendermos o próximo, e a maioria das vezes mal entendemos nós mesmos. Parabéns pelo texto. Beijo

    http://www.verdadeescrita.com/fui-ali-me-resolver-e-so-volto-quando-conseguir/

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    1. Oi Beca! *-*
      Eu, sinceramente, acho que empatia é a palavra do século. Tudo meio que decorre disso, sermos empatas nos leva a um patamar de autoconhecimento e conhecimento do mundo exterior que nos faz conviver melhor e consequentemente viver melhor, não só em sociedade.

      Obrigada ♥

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