03 novembro 2020

BIP...

Oco.

Sinônimo de um sentimento vão.

Desabitada.

Fora de mim, em mim ainda. Distante daquilo que sou sem saber pra onde fui. 

Perdida. Me perdi.

Uma astronauta asmática num planeta caótico com o cronômetro gritando os últimos bips incessantes antes de o oxigênio acabar.

Caos.

Bip...

A escuridão difusa.

Bip...

Um vácuo composto de poemas. Meus problemas.

E eu, sobre vivo. 

Não sobrevivo.

Perco meu eu em letargia, em uma demência anestesiada por álcool barato e desgaste rotineiro.

Me embriago de insensatez em metáforas cafonas que me salvam de mim por segundos tão curtos.

Um suicídio mental.

Diário. Constante. Irrefreável. 

Jovem demais pra morrer, dizem.

Mas morta por dentro.

Bip...

Fecho os olhos. O silêncio salva.

O tempo também.

Talvez amanhã eu não seja temporal.

Bip bip bip.

Um comentário:

Seja mais do que bem-vindo!

Não esqueça de voltar.

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